Naquela manhã percebi que acordei sem muitas dores pelo corpo, fui calmamente escovar os dentes e lavar bem o rosto, havia dormido demais.
Ao voltar para o quarto me deparei com Tom deitado na cama com as pernas apoiadas no chão de braços abertos olhando para o teto.
Deitei-me por cima dele começando a beijar seu pescoço.
-O que faz aqui? – perguntei assim que cheguei a sua boca selando um gostoso beijo.
-Brigou com Bill de novo? – pergunta ignorando minha pergunta.
-Ele te disse algo? – perguntei olhando em seus olhos.
-Não, mas seus gritos e os dele deu-se para ouvir na casa inteira! – exagera sorrindo de canto.
-Ele decidiu passar na cara que moro aqui de favor! – respondi deixando uma expressão de tristeza ficar aparente em meu rosto.
-Você sabe que não é assim! – começa pedindo passagem para se sentar. –Bill fala essas coisas da boca pra fora Anne, é obvio que não é assim, e outra essa casa também é minha, e jamais teria coragem de dizer que você mora aqui de favor! – continua mexendo em meu cabelo.
-Ele me magoa muito ao dizer essas coisas Tom, tudo o que faço é tentar ao máximo agradar Bill, e ele me trata dessa forma? Cansei sabe, dessa vez não aceitarei suas desculpas tão facilmente! – garanti sem saber o que aconteceria mais tarde.
-Faz certo, Bill vai ter de começar a entender que a gatinha sabe muito bem se virar sozinha, aliás, vim aqui te parabenizar, Peter já me contou a história da fuga da casa do tal velho!
“Então Gustav inventou outra historia? Eu amo aquele moleque.” - pensei sorrindo.
-Sim, tive que aceitar um almoço com o velho asqueroso somente para conseguir o que tanto queria! – concordei sorrindo maliciosamente para ele.
-Você é divina Anne... Ou devo chamar-lhe de Julie? – pergunta antes de me deitar novamente ficando por cima.
-Você pode, mas somente você pode me chamar pelo verdadeiro nome! – brinquei mordendo seu lábio antes de ser sufocada por seu beijo selvagem.
-Que chupão é esse em seu pescoço? – pergunta passando o dedo.
-Chupão? Merda que chupão? – perguntei levantando-me rapidamente.
-Eca, aquele velho te deu um chupão? – pergunta fazendo uma careta.
-Ain Tom, foi necessário, que coisa mais nojenta! – disse disfarçando esfregando minha mão no pescoço.
-Vem aqui que cubro esse chupãozinho de velho com um bem gostoso e maior do Tonzinho! – diz indo até mim me puxando para a cama novamente.
Tom e eu nos amassamos durantes alguns longos minutos na cama, mas não passou de gostosos amassos, assim que saiu do quarto fui de encontro ao meu querido diário.
Diário de Anne Kirsten.
Ontem foi um dia difícil para mim, por pouco achei que não iria conseguir o tal Pen drive, claro que consegui sofrendo algumas conseqüências, estou ainda sentindo os malditos espinhos em minhas pernas e bumbum.
Bill mais uma vez pisou na bola comigo, não sei mais o que dizer para aquela cabeça dura aceitar que não vou desistir de conquistar a confiança de Gordon.
Hoje Eva terá a oportunidade de voltar a ter minha confiança, digamos que nos últimos dias a única coisa que têm feito é me prejudicar de certa forma com meu baby e hoje também saberei finalmente o porquê de ter escondido a verdade sobre seu filho e o porquê quer tanto que eu me aproxime do mesmo...
Tomei meu banho rápido, já estava na hora do almoço marcado com ela, fui até o quarto de Bill pegar minha roupa.
Tudo muito simples, estava um dia quente, vesti um short de seda confortável na cor preta, um scarpin branco com detalhes preto na frente e uma regata branca juntamente de um colar de pedras brasileiras.
Peguei meus óculos escuros, amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo e quando já ia saindo senti um braço me segurar firme.
-Pra onde vai? – pergunta apertando meu braço.
-Não te interessa! – respondi convicta soltando meu braço de sua mão.
-Que chupão é esse em seu pescoço? – pergunta passando a mão em meu pescoço.
-Bill não me enche! – tentei me esquivar tirando sua mão de meu pescoço.
-Responde Anne, quem deu essa chupada em seu pescoço.
-Foi eu Bill, não posso? – intervém Tom cruzando os braços encostado-se ao vão da porta.
-Diz Bill, ele não pode? – perguntei com cara de deboche.
-Anne não me provoque! – avisa com a voz dominadora.
-Olha aqui Bill Kaulitz, na próxima vez que me passar na cara que moro aqui de favor, pode ter certeza que direi á sua mãe tudo o que está engasgado em minha garganta! Mesmo que isso custe minha vida logo após! – o provoquei o vendo corar de ódio, logo após saí sem dar qualquer tipo de explicação.
Peguei uma das BMW de Bill mesmo, decidi ir dirigindo sozinha.
Durante todo o trajeto pensei na pequena discussão com Bill, aquilo pra mim estava se tornando rotineiro demais, não queria deixá-lo tão nervoso e enciumado pelos trabalhos que faço para Gordon, mas é necessário e ele tem de aceitar.
Cheguei ao restaurante alemão onde Eva marcou o encontro, o lugar era tipicamente enfeitado a moda dos alemães mais modernos e elegantes.
Avistei Eva sentada em uma mesa um tanto distante da porta, fui ao seu encontro a vendo sorrir de canto.
-Menina pontual você Anne! – diz sorrindo me vendo sentar.
-E Richard está melhor? Creio que coloquei um vidro de sonífero inteiro em seu vinho, será que fez bem ao organismo de seu filhinho Eva? – perguntei me fazendo de séria, mas sorrindo abertamente ao ver a expressão de Eva mudar ao tocar no nome de seu filho.
-O que fez foi uma tremenda covardia Anne...
-Covardia? Olha só quem está falando em covardia Eva, você me empurrou pra ele sem eu querer, e ainda vem me falar de covardia? Poupe-me Eva! – a interrompi relaxando o corpo na cadeira.
-Tudo o que eu realmente queria é que vocês se entendessem Anne, não queria te prejudicar com aqueles dois, tente me ouvir ele poderá ser útil no futuro, mas agora com essa burrice de fazê-lo dormir pode ter certeza que nunca mais terá sua confiança, e outra, acabou de ganhar um inimigo Anne, por que Richard não aceita ser passado para trás! – diz seriamente sem ao menos piscar.
-Como se eu estivesse me importando com isso! – comecei esboçando um sorriso debochado no rosto. –Eva você perdeu grandes pontos comigo quando decidiu colocá-lo em meu caminho, tudo o que sei foi Tom quem me ensinou, por que a senhorita Eva sempre me incentivou a fazer isso ou aquilo, mas treinamento que é bom... Nada! Então minha cara Eva, não cobre de mim o que não pode, pois a única coisa que você fez por mim esses anos todos foi alimentar um ódio por alguém que TE fez mal, você foi egoísta, pensou apenas em seu sofrimento e me usou para tratar de uma vingança que você deveria ter colocado em prática por si mesma! – finalizei séria a vendo calar.
Chamei o garçom para fazer os pedidos, como Eva nada falou pedi a mesma coisa pra ela.
Quando os pratos estavam chegando à mesa eis que duas pessoas aparecem á porta do restaurante.
-Merda! – retruquei os vendo aproximar-se de nós.
-Nicole querida que bom vê-la aqui! – diz Simone se aproximando juntamente de Bill á mesa.
-Olá Simone, decidi vir almoçar com minha... Minha... - a palavra não saía.
-Tia, Nicole, se esqueceu disso também? – pergunta Eva se levantando para cumprimentar Simone e Bill.
-Ah sim a tia Marilda! – diz fazendo Eva e eu nos entreolharmos espantadas. –Bill me falou muito de você, disse que foi você quem cuidou de Nicole quando a mesma perdeu seus pais! – continua Simone fazendo uma carinha de triste.
-Sim, sim, foi um momento difícil... – começa Eva fazendo teatro. –Não desejam se sentar conosco? – sugere me fazendo encará-la nervosa.
-Ah claro, seria um prazer! – aceita já se sentando.
Enquanto Eva e Simone conversavam animadamente, Bill e eu apenas nos encarávamos, era difícil manter minha raiva diante de tanta beleza, me sentia quente ao ver seu olhar sério me encarando querendo dizer algo, não me sentia bem sendo tão encarada por ele, foi então que decidi tentar escapar.
-Me dão licença! – pedi sem dizer aonde iria.
Comecei a andar indo em direção dos banheiros.
Entrei em um encostando a porta em seguida, fiquei de frente ao espelho respirando lentamente, curvei meu rosto para lavar, o sequei e voltei a fazer minha maquiagem, estava de cabeça baixa procurando o bendito Gloss quando ouvi a porta se abrindo e logo após sendo fechada, pensei ser outra mulher, nem dei importância.
Finalmente ao encontrar o bendito Gloss levantei a cabeça me assustando com o reflexo atrás de mim.
-Se não percebeu aqui é um banheiro feminino! – avisei abrindo o Gloss e começando a passar sem olhá-lo.
-Quem é aquela Anne? – pergunta ainda parado no mesmo lugar.
-Tia Marilda! – respondi o olhando com os olhinhos brilhando como uma criança feliz.
Bill nada disse apenas me olhou sério logo abrindo um sorriso.
-Por que será que não consigo ficar bravo contigo? – pergunta me prensando na pia.
-Por que você me ama! – respondi beijando a ponta de seu nariz.
Num rápido impulso fui levantada até a altura da pia me sentando por cima dela.
Bill subiu minha regata rapidamente começando a explorar meu colo e seios, suas mãos passaram para meu short me acariciando por cima, mas seus lábios continuavam em meu pescoço e colo.
Ouvimos alguém abrir a porta, Bill rapidamente pegou minhas coisas jogadas por cima da pia e me puxou para uma das “cabines”.
Jogou minhas coisas no chão mesmo e me fez sentar-me seu colo.
Suas mãos percorriam meu corpo como se fosse a primeira vez que ele o tocava, seus olhos acompanhavam os movimentos de suas mãos, levantei seu rosto para olhar no fundo dos meus.
-Gostosa! – sussurra fazendo meus pêlos se arrepiarem.
-Já parou pra pensar que depois de nossas briguinhas idiotas, vêm as melhores transas? – perguntei subindo suavemente sua camisa.
-É verdade, mas não sei se será muito boa essa não! – concorda olhando ao redor e logo percebendo que estava sentado em um vaso sanitário.
-Não seja fresco Bill, vai ser maravilhoso, mas vamos logo, pois tia Marilda e Simone estão lá fora nos esperando! – afirmei dessa vez tirando um pouco de sua calça.
-Tem certeza que quer aqui? Podemos ir para casa! – pergunta com carinha de nojo.
-Oun amor, ta com nojinho é? – perguntei fazendo bico. –Mas agora meu tesão pede pra ser aqui! – finalizei indo de encontro a sua cueca recém arrancada.
Bill gemeu baixo ao sentir minha boca quente te acariciar, mulheres andavam pelo enorme banheiro sem imaginar o que numa daquelas “cabines” rolava solto.
Subi tirando meu short e sentando suavemente no colo de Bill de frente a ele, sugava seu pescoço com gosto enquanto o mesmo fazia com o meu.
Cavalgava lentamente em seu colo, Bill com suas mãos me ajudava nos movimentos, era tudo tão gostoso, sentir seu calor tão próximo ao meu corpo, sua boca macia chupando meu pescoço com gosto, suas mãos em minhas coxas me ajudando a subir e descer com mais facilidade.
Bill gemia baixinho e eu me segurava para não gritar de tanto prazer que sentia ali, ouvimos duas mulheres entrando no banheiro conversando, paramos um pouco para ouvir.
-Jurava que Nicole pudesse ter vindo para cá! – diz Simone enquanto Bill pegava minhas roupas no chão caso ela se abaixasse para observar por debaixo da porta.
-Ela deve ter ido embora...
-Mas sem se despedir? – interrompe Simone.
-Nicole é assim mesmo Simone! Vamos voltar ao almoço? – pergunta Eva.
-Ah vamos né? Se eles decidiram ir embora, fazer o que? – diz Simone já convencida.
Bill e eu nos olhamos sorrindo, as duas então começaram a sair, mas não antes de ouvirmos batidas na porta em que estávamos.
-Eu sei que vocês estão aí! – sussurra Eva nos fazendo arregalar os olhos.
-Essa sua tia é estranha! – comenta Bill mordendo meu lábio em seguida.
-Esqueça ela Bill, onde paramos mesmo? – perguntei o olhando maliciosamente.
-Você me surpreende mais a cada dia que se passa... Vadiazinha gostosa! – diz sorrindo voltando a me beijar e ajudar nos movimentos.
Voltei a cavalgar em seu colo, os movimentos calmos se transformaram em selvagens e rápidos.
Já chegando lá, não puder conter e gritei, Bill tampou minha boca rapidamente assustado.
-Ficou louca? Surtou? – sussurra ainda assustado. –Poderemos ser presos por atentado ao pudor! – continua me vendo sorrir.
-Eu acho que deveríamos fazer mais vezes, sabe experimentar novos lugares, quem sabe numa próxima ser novamente em um banheiro! – o ignorei pegando minhas roupas.
-Mas somente se for em um limpinho que nem esse! Tenho nojo de banheiros públicos! – diz fazendo uma carinha fofa de nojo.
-Ain vamos embora vai meu nojentinho!
Nós dois nos vestimos no aperto daquele banheiro e saímos sem nos importarmos com as pessoas que provavelmente poderia estar no banheiro...
-Oh Deus que pouca vergonha! – diz uma senhora vendo Bill saindo do banheiro arrumar o cinto.
Bill me puxou para fora correndo ainda sem terminar de arrumar o cinto, com toda certeza Eva e Simone teriam pagado a conta.
Chegamos ao carro sorrindo que nem crianças, Bill havia chegado com sua mãe, não estava de carro, foi ele quem foi dirigindo...
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