quinta-feira, 16 de junho de 2011

Capítulo 43 - Waiting For The End




"Esperando o fim chegar, desejando que eu tivesse força para suportar
Não é isso que eu tinha planejado
Isto saiu do meu controle..."


Linkin Park - Waiting For The End



O carro vinha distante, os dois olhavam atentamente para o lindo carro preto que se aproximava cada vez mais.

Tom respirou fundo e assim que viu outra entrada de estrada entrou desviando de sua “presa”.



-Mas que diabos está fazendo Tom? – pergunta Bill revoltado vendo Tom descer uma pequena ladeira de terra.

-Anne deverá estar presente Bill, podemos esperar deixar que Richard se sinta vitorioso, faremos Anne desaparecer por alguns dias, quando ela estiver melhor atacaremos os três! – explica Tom fazendo Bill ficar pensativo.

-Você tem razão! Ela terá de estar presente! – concorda ainda pensativo. –Bem pensado! – orgulha-se do irmão o olhando.



Tom apenas fez um aceno com a cabeça e continuou a dirigir...



***



-Tenho certeza que foi coisa da Eva! – diz Gustav para Georg.

-Sim, a ouvi conversando com Richard, combinando algo com ele! – diz fazendo Gustav olhá-lo nervoso.

-Por que não me disse nada seu anta? – pergunta Gustav nervoso. Ah claro, Eva é sua mulherzinha, jamais a entregaria! – completa revirando os olhos.

-Olha Gustav, sobre meu caso com a Eva, digamos que to enjoando daquela velha rabugenta, e sobre saber se era Anne ou não, isso eu não saberia de qualquer forma, pois eles não citaram nome algum! – defende-se Georg também nervoso.

-Eva extrapolou, a partir de hoje não trabalho mais para ela, quero que ela se dane com seus planinhos idiotas! – diz Gustav vendo o médico se aproximar.

-Já podemos vê-la? – pergunta Georg desesperado não deixando o doutor se pronunciar.

-Sim, já foram feitos os devidos curativos, ela quer vê-los! – diz fazendo sinal para os dois o acompanhá-lo.



Assim que entraram viram Anne toda cheia de curativos pelo corpo, seu rosto já havia desinchado mais, estava de olhos aberto, olhando para o nada.



***



-E aí chatinha, muita dor? – pergunta Gustav me oferecendo um sorriso acolhedor.

-Oi amigo! – falei estendendo minha mão direita, a única sem gesso. –A dor passou depois de tomar alguns anestésicos! Cadê os gêmeos? – perguntei sem lembrar-me da fúria dos dois.

-Foram atrás de Richard! – diz Georg me fazendo olhá-lo assustada, pensei que somente Gustav havia entrado.

-Nossa não te vi aí! Tudo Bem Georg? Faz tempo que não nos vemos! – perguntei meio sem graça, tinha medo de ele me entregar para Eva naquele hospital.

-Estou bem Anne, e pelo seu tom de voz sinto que está com medo de mim, pois não fique! – alerta também me oferecendo um sorriso acolhedor.

-Anne, decidi que não irei mais receber ordens de Eva, ela nos apunhalou, e quando digo “nos” é porquê tenho um imenso carinho por você, e não gostei dessa atitude covarde dela em mandar Richard te bater! – diz Gustav me chamando a atenção.

-Eu também! – diz Georg convicto fazendo Gustav e eu o olharmos confuso.

-E seu relacionamento com ela? – perguntei curiosa.

-Anne, poderei continuar um falso relacionamento apenas para lhe trazer informações dos futuros passos de Eva, tenho certeza que assim como Gustav, você nunca mais irá olhá-la...

-Com toda certeza, Eva morreu para mim, continuarei com meus planos de acabar com Gordon, mas não por que é o desejo dela e sim por que quero vingança pelo o que fez com meus pais! – o interrompi convicta.

-Posso te fazer uma pergunta? – pede Gustav.

-Sim!

-Quando finalmente conseguir o que quer de Gordon, irá sair da vida dos Kaulitz? Ou continuará a viver ao lado deles?



Gustav conseguiu me pegar com essa pergunta.

Não havia pensado nisso, amo aqueles dois apesar de parecer ridículo amar dois de uma vez.

Terei de arrumar uma forma de acabar com aquele desgraçado sem machucar Simone, por que se machucá-la, machucará também meus anjos.



-Não havia pensado nisso confesso! – declarei de olhar baixo.

-Acho que não é necessário abandoná-los, sinto que o que sente por eles é verdadeiro, mesmo parecendo loucura! – diz Gustav sorrindo.

-Mas o que farei? Preciso acabar com Gordon, mas sei que Simone irá sofrer com isso! – exclamei me sentindo em parte derrotada.

-Não fique assim Anne, já ouvi dizer que foi Gordon que matou o pai deles, em partes eles deverão esse favor á você, pois os mesmos não têm essa coragem de acabar com ele por saber que sua mãe irá sofrer, mas poxa, assim como Simone esqueceu rápido do pai dos garotos, pode esquecer também Gordon! – diz Gustav tentando me confortar.

-Sabe... To pensando aqui! – começa Georg realmente pensativo. –Se Simone souber que Gordon foi quem tirou a vida de seu marido, ela passará a odiá-lo, vai ser mais fácil de conquistar a morte dele Anne! – continua se empolgando.

-Cara Georg... – começa Gustav sério. –Nunca pensei que você usaria sua cabeça pra pensar em algo sem ser mulher! – finaliza brincando.

-Georg bem pensado, cara o que seria de mim sem vocês homens! – sorri feliz.



Ficamos conversando por alguns longos minutos, mudamos de assunto para um melhor, lembramos do primeiro dia que nos conhecemos, o dia que me senti assustada por ver dois alemães me escoltarem até Eva.

Tom e Bill chegaram quando eu já estava descansando, Tom liberou Gustav e Georg para que descansassem e os dois ficaram na minha “escolta”.



Bill precisamente me observava a dormir, do meu lado.



-Vai dormir não? – perguntei abrindo os olhos lentamente o vendo ler um livro.

-Oi minha linda! – diz jogando o livro na poltrona vindo pra mais perto. –Como está?

-Bem, agora que acordei sinto que preciso mais daquela droga! – comentei fazendo careta.

-Droga? Que droga? – pergunta espantado.

-Anestésico Bill! – expliquei sorrindo.

-Ah! Se quiser eu chamo algum enfermeiro... – diz tentando se afastar de mim percebi que estava com medo de me tocar.

-Pára de se afastar! – pedi o puxando.

-To com medo de te machucar...

-Mais do que já estou? Ah Bill pára, vem aqui me dar um beijo? Ou ta com medo de mim? Ta ok, sei que não estou nada bonita, mas sou eu ta? Eu, Anne! – repeti o vendo sorrir se aproximando de mim, começou a se curvar lentamente até meus lábios. –Aii! – gritei o vendo pular pra trás.

-O que foi? – pergunta num grito.

-Você ta lento demais Bill, vem com gosto! – pedi abrindo um largo sorriso.

-Quer me matar do coração não é? – pergunta assustado.



Ajeitei-me na cama fazendo minha mão chegar perto de sua blusa de frio, o puxei com força contra meus lábios me esquecendo da dor.

Fiz o beijo ser profundo, percebi que os lábios de Bill tremiam de medo, suas mãos não tocavam meu rosto e aquilo me deixava incomodada, não senti excitação em seu beijo, o empurrei nervosa me virando para o lado contrário.



-O que fizeram com ele? – perguntei friamente sem olhá-lo.

-Decidimos deixar Richard sentir o gosto da vitória, vamos esperar você se recuperar totalmente, pra poder participar da surra! – responde voltando à poltrona.

-Ok, quero mesmo poder ver o sangue daquele maldito... – comecei em voz alta. –E o de Eva também... – finalizei em voz baixa...



***



-E agora, já decidiu se vai contar á ela ou não? – pergunta Georg vendo Gustav saindo do banho no quarto que dividem.

-Não sei cara, não posso me precipitar, ela pode não suportar o peso da noticia sabe? – responde Gustav vestindo uma calça confortável para dormir.

-Com toda certeza será um grande baque pra ela! – finaliza Georg pensativo...



Duas semanas depois...





Quer xingar ou elogiar a fanfic?

Mande uma reply @Maria_Esmalte, não precisa seguir pra isso, só diga o que está achando! =)


Até os próximos! =*

2 comentários:

Camilla G. disse...

PERFEITA , simplesmente perfeita , continua diva *-*

Deborahcaf disse...

Ai tava tão atrasadaaa

to me atualizandooo adorooooooo

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