domingo, 5 de junho de 2011

Capítulo 39 - Dangerous





"Segure-se firme
Você sabe que ela é um pouco perigosa.
Ela tem o que é preciso para conseguir o que quer,
Os olhos de uma amante que ferem com o calor.
Você sabe que ela é um pouco perigosa.
Só um pouco perigosa..."


Roxette - Dangerous



Depois de muitas perguntas daqui e acolá, consegui me livrar daquela festa ridícula e entediante.

Eva estava adorando toda aquela melação com Richard, eu claro sentia nojo de mim mesma por estar conversando tão intimamente com o cara que Bill tanto odeia, sentia que no fundo estava traindo meu branquinho lindo.

Saí praticamente correndo pegando o primeiro táxi que vi passar em minha frente.

Cheguei á mansão descalça, querendo logo me encontrar com Bill, pelo menos pra terminar minha noite com ele.



Passei pela sala de jantar, lá estava Tom e suas priminhas em plena orgia, senti um grande alívio por não ver Bill naquele meio, mas confesso que senti ciúme por Tom. Mas ele não me devia fidelidade e nem eu a ele.



Deixei a “festa” rolar normalmente e fui à procura de meu baby.

Estava em seu quarto mais precisamente na varanda, joguei as sandálias em qualquer lugar e fui me sentar ao seu lado.



-Demorou tanto por quê? – pergunta me vendo sentar-me a seu lado.

-Falhei Bill, não consegui o que queria! – confessei decepcionada.



Ele me olhou calado.

Meu olhar estava fixo nas lindas árvores que encobria aquela linda mansão.



-E a festa como estava? Tinha muita gente interessante? Alguém conhecido? – pergunta quebrando o silêncio.

-Um saco e não tinha ninguém interessante! – respondi indiferente.

-Sabe, não entendo essa sua necessidade de ajudar Gordon. Um dia adoraria poder entender! – diz me deixando surpresa.

-Um dia quem sabe... Um dia! – falei ainda sem olhá-lo.

-Anne você me transformou, antes eu era um cara totalmente seco e cheio de mágoas, hoje eu sinto que o gelo que havia em meu coração está derretendo aos poucos, e tudo isso depois de te conhecer! – diz me fazendo olhá-lo. –Não posso mostrar isso diante de meus empregados, mas você agora nesse momento sabe que Bill Kaulitz não é de um todo um cara frio, e sim alguém que também ama. – continua fazendo meus olhos lacrimejar.

- Por favor, confie em mim! – pedi olhando em seus olhos acariciando seus cabelos.

- Não sei! Minha razão não quer confiar em você. Mas meu corpo... Meu coração pede para confiar e acreditar em suas palavras. Não sei quem ouvir, a razão ou a emoção. – diz com a cabeça baixa.

- Bill... - foi a única palavra que pude deixar sair de minha boca antes de deixar as lágrimas incontroláveis começarem a rolar em meu rosto.



Deixei que as lágrimas rolassem. Mesmo que quisesse não poderia contê-las, era um choro de saudades de meus pais, de vergonha por estar mentindo para o amor da minha vida e de raiva por não poder ir de encontro agora com aquele verme e matá-lo com minhas próprias mãos se pudesse.

Bill me abraçou e me deixou chorar.

Seus braços me fez acalmar.

Bill limpou minhas lágrimas, afagou meu cabelo e começou a se levantar.



-Venha, vamos para dentro está frio aqui. Vou te colocar na cama. Amanhã conversaremos sobre essa sua falha na missão, ok? – me chama oferecendo a mão para me levantar.



Nós dois trocamos nossas roupas e fomos para cama, dormi por sobre seu peito sentindo seu cheiro e sua mão afagar meu cabelo lentamente.



No outro dia acordei tarde já eram quase meio dia. Lembrei-me do almoço, senti meu coração apertar novamente, não sabia o que inventar para Bill. Ele com certeza me mataria se soubesse.

Levantei e comecei me arrumar.



-Vai sair? – pergunta Tom entrando de fininho no quarto.

-Ai puta que pariu que susto, não bate mais na porta, não? – perguntei dando um pulo de susto.

-Desde quando preciso? – perguntou com uma careta estranha. -E a festa como foi?

- Não melhor que a sua com as vadias! – revidei a pergunta sorrindo debochadamente.

- Hum... Então você viu? Por que não se juntou a nós? As duas juntas não chegam aos seus pés! – diz se aproximando de mim.

-Obrigada pelo elogio Tom, mas sobre me juntar a vocês, nem ferrando! Minhas fantasias são outras e você sabe muito bem quais são! – respondi terminando de arrumar meu cabelo. -Bom to atrasada tenho que ir! - fui até Tom lhe dei um selinho logo pegando minha bolsa e saindo do quarto.



Desci a escada e logo pude ouvir risos no escritório quando entrei vi Bill sério sentado atrás de sua mesa e as duas primas sentadas nas cadeiras à frente rindo uma com a outra.



- Nossa Bill, abriram a tampa do bueiro? – debochei olhando para as primas

-Anne! Bom dia! – deseja Bill sorrindo.



Sente-me no colo de Bill de costas para as primas.



-Bom dia, meu amor! – lhe desejei mexendo em seus cabelos.

-Vai sair?

-Vou sair sim, vou terminar uns assuntos, mas volto logo e outra ficar aqui com essas duas, não rola! – respondi torcendo o bico ao me referir ás duas.

-Sei... Cuidado e me ligue se precisar. Vou sair também, resolver uns negócios e volto só à noite! – avisa também mexendo em meu cabelo.

- Ok! O que acha de jantarmos fora? Só você e eu? – sugeri mexendo dessa vez em sua camisa.

-Oii... Hallo? Somos invisíveis? – pergunta Dafne nos interrompendo.



Ignorando qualquer pergunta ali feita, me curvei e beijei Bill na boca e logo após olhei para trás as encarando.



-Olha do jeito que são esqueléticas e brancas, poderia jurar que são duas almas penadas, sabe? – debochei levantando-me do colo de Bill saindo rebolando pelo escritório.

Bill não conteve o riso e também levantou se dirigindo a porta.

Encontrou Tom na sala.



-E aí Bill... Ela te falou alguma coisa? – pergunta Tom baixinho.

-Nada! E nem vai dizer! – responde Bill insatisfeito sentando-se no sofá.

-O que acha?

-To dando corda, vamos ver até onde ela vai! Tomara que ela não se enforque com a mesma... Tomara! – diz olhando para o nada. -Vou sair e só volto à noite bom divertimento com as primas. – finaliza se levantando.

-Não Bill me deixa ir junto... Uma noite já basta com essas duas. São pegajosas demais! – pede com cara de coitado fazendo Bill sorrir.



Fizeram tudo o que tinham que fazer, avisaram as primas que poderiam usar a piscina, sauna, academia e outros cômodos da casa. Elas lógico odiaram a idéia e saíram no carro de Bill.



Cheguei ao estacionamento me encontrando com Gustav sentado dentro de um dos carros ouvindo musica.



-Hey Gustav, hoje eu dirijo, e quero esse carro! – avisei piscando para ele.

-Anne, se for sozinha Bill vai desconfiar. – alerta me fazendo revirar os olhos.

-Nossa, a Eva esta me saindo uma boa filha da puta, hein? Já foi bater com a língua nos dentes? Ta ok dirige então! – resmunguei entrando na parte de trás do carro.



Gustav então foi dirigindo, nem precisei dizer o destino, pois ele já sabia graças a Eva.



-Você sabe se ele descobrir ele te mata – diz Gustav olhando pelo retrovisor.

-Animador Gustav! Obrigada! – torci o bico.

-Só quero o seu bem! – diz ainda me olhando pelo retrovisor.

-E eu quero ver aquele verme morto... Destruído!

-Nem pelo Bill você desistiria dessa vingança? – pergunta curioso.

-Gustav... – dei uma pausa. –Dirija! – pedi voltando meu olhar para fora.



Coloquei os óculos escuros, passei mais Gloss e respirei fundo.

Ao passar em frente a uma farmácia tive uma idéia que talvez pudesse ser total loucura.

-Volta Gustav! – pedi apressadamente fazendo o mesmo virar assustado para mim.

-O que houve?

-Preciso passar na farmácia! – respondi mais calma sorrindo para ele.

-Ok!



Desci rápido, correndo tentar comprar um sonífero em liquido, o único que pude levar sem receita médica foi um tal de Dormonid, mas que segundo o farmacêutico tem ação rápida.



-Pronto, podemos ir! – ordenei á Gustav assim que entrei no carro.

-Anne o que você vai aprontar? – pergunta receoso.

-Gustav irei me atrasar se você não voltar a dirigir! – ofereci um sorriso cínico. –Aliás, melhor antes de partir de vez, quero que passe em uma floricultura.

-Para que? – pergunta curioso.

-Oras Gustav, apenas pare em uma! – respondi “nervosa”.



Assim que parou, entrei, combinei tudo o que tinha para combinar e saí sorridente do local.



-Agora sim podemos ir de vez!



Gustav nada disse, dessa vez apenas dirigiu.

Assim que paramos em frente à linda mansão de Richard, o fitei receosa.



- Fique por perto, vou dar um toque apenas em seu celular venha me pegar rápido... – pedi saindo do carro.

-Ok! – concorda saindo devagar com o carro.



Assim que saí do carro fui em direção da porta, foi Richard mesmo que a abriu com um sorriso debochado.

Minha vontade era de socar a cara daquele sem vergonha, mas não o fiz, apenas sorri meigamente.



-Não vai me convidar para entrar? – perguntei com uma voz rouca e sensual.



Ele abriu espaço fazendo um gesto com a mão para que eu entrasse.



-Bela casa! Quem decorou, sua namorada? – perguntei indiferente.

-Não. Não tenho namorada, não por enquanto! - disse se aproximando de mim sussurrando em meu ouvido.



Na mesma hora senti um forte enjôo, mas me lembrei do por que estar naquela casa.



-Vamos tomar um vinho? – pergunta me fazendo sorrir sombriamente.

-Adoro vinho! – sussurrei em seu ouvido me dirigindo para sala rebolando sensualmente.

Richard pediu uma garrafa para uma de suas empregadas, e enquanto a mesma não trazia, o desgraçado aproveitou para passar dos limites.



-Seu cheiro é maravilhoso! – diz chegando bem perto de mim cheirando meu pescoço.

-Obrigada Richard! – agradeci sem saber o que dizer.

-Sem contar seu corpo que deve ser uma delicia! – comenta dessa vez descendo sua mão para segurar meu seio.

-Olha o vinho chegou! – me esquivei de sua mão pervertida olhando a moça entrar timidamente na sala.

-Ok, vamos tomar então, pra ver se a gatinha francesa se solta mais! – diz sorrindo maliciosamente enquanto abria a garrafa.



Não precisei dizer nada, apenas sorri.

Após nos servir ouvimos a campanhia tocando, era minha salvação.

Vi a mesma empregada passar correndo para atender, logo voltando pedindo licença.



-Desculpe senhor, é uma entrega e precisa de sua assinatura! – diz fazendo Richard levantar-se rapidamente.

-Já volto linda! – diz saindo rapidamente para atender a porta.



Foi um momento para agir rápido, despejei o liquido dentro de sua taça e logo guardei o frasquinho, no momento seguinte Richard voltou á sala me vendo saborear minha taça de vinho.



-Que coisa louca, desde quando cesta de chocolates precisa de assinatura? – pergunta a si mesmo trazendo consigo a cesta que eu mesma comprei.

-Pretendente Richard? – perguntei sorrindo de canto.

-Não sei, não tem nome! – diz voltando a sua taça.



Depois de um longo gole voltou a sentar mais perto de mim acariciando meus cabelos.



-Bill tem muita sorte de ter alguém como você disponível para ele! – comenta dando uma chupada em meu pescoço.



Confesso que aquela chupada foi boa, sei que é errado, mas senti coisas delirantes no momento que sua boca encostou-se a meu pescoço.

Dei uma boa afastada em meus pensamentos e voltei à realidade, a voz de Richard estava se tornando lenta e baixa.



-Nossa que sono! – começa deitando em meu ombro. –Que tal eu te almoçar? – pergunta me fazendo estranhar a pergunta.

-Como?

-Sim você comerá também! – diz me fazendo rir.



Não demorou muito e Richard simplesmente apagou.

Deixei seu corpo cair no sofá e saí da sala, mas não antes de pegar a chave e trancá-lo lá dentro.



Olhei para os lados observando bem se não vinha ninguém... Área limpa.

Pensei na possibilidade do escritório ser no andar de baixo, e não me enganei, acertei na terceira porta.

Mexi em quase tudo, levei uns 5 minutos fuçando entre gavetas e estantes, nada.

Saí do escritório partindo para o andar de cima.

Assim que subi a escada me deparei com a mesma empregada, parada me olhando como se tivesse visto um fantasma.



-O que faz aqui em cima? – pergunta ainda assustada. –Cadê meu patrão? – continua parecendo que estava na frente de um serial killer.

-Calma não precisa...

-Vou chamar os seguranças, o patrão odeia quem vem aqui pra cima! – diz se afastando.



A única opção que me veio á cabeça foi de fazer a mulher desmaiar.

Peguei em seu braço e antes que a mesma pudesse gritar dei-lhe uma cabeçada como Tom me ensinou a fazendo cair dura.

Senti uma tremenda tontura seguida de uma dor horrível na testa, mas prossegui mesmo tonta.



Entrei num quarto que parecia ser de hospedes, voltei para trás de imediato, foram mais dois quartos até encontrar a suíte de Richard, baguncei tudo o que podia, mas foi na roupa que usou no dia anterior que encontrei o que queria.

Aquele Pen drive poderia ser o que tanto queria.

Peguei o celular e logo disquei o número de Gustav.

Enquanto chamava fui até a janela do quarto, o segundo andar não era tão alto, mas também nem um pouco baixo, havia uns arbustos que poderia facilmente amortecer a queda.



-Gustav, preciso que vá para os fundos da casa, estarei te esperando, mas seja rápido! – avisei assim que o mesmo atendeu.



Assim que desliguei ouvi passos vindos em direção do quarto, não pensei duas vezes e pulei caindo por cima dos arbustos, não senti meu corpo, mas a forte mão apertando meu braço logo em seguida deu-se para se sentir muito bem...




Adoro Roxette, bjmeliga!


Nho, só mais 11 capítulos, como passou rápido não!? D:

Até os próximos. =*

2 comentários:

Camilla G disse...

só mais 11 capitulos ? ja to começando a ficar triste pra caramba )':
ai mãe eu quero saber quem pegou ela, se for o Bill fudeo , se for o Richard fudeo denovo , se for o gustav sorte , se for o tom sei la , se for segurança problema ! ai mãe to ficando louca ja

Deborahcaf disse...

aii caracaaa que dahr essa ficcc...Alee posta mais manooo


To roendo as unhas aquiiii....kkkk

Postar um comentário