Subi correndo para o quarto em que passei esses dois últimos dias, tranquei rapidamente a porta e fiquei meditando... Apenas pensando no que Bill me disse e o que eu dei como resposta.
Olhei para o relógio e nele mostrava que ainda era 23h da noite, fui até minha bolsa e vi que o cartão do apartamento de Eva estava lá, troquei rapidamente de roupa e pedi um táxi, como Eva só chegaria na segunda, poderia dormir tranquilamente lá sem os dois para incomodar.
O táxi logo chegou, saí correndo para nenhum dos dois me ver sair e mandarem me seguir.
Cheguei ao apartamento de Eva rápido, subi e silenciosamente abri a porta... A casa não estava sozinha.
Entrei com passos suaves para tentar ouvir a conversa que estava rolando...
-Não interessa, quando eu te der a ordem, você cumprirá! Ok? Afinal que te deu a luz fui eu, eu sofri sozinha no seu parto e criação e com certeza você me deve obediência! – aquela voz furiosa gritando ao telefone era de Eva. Mas Gustav não disse que só chegaria segunda?
Minha cabeça rodou na hora com dúvida, Eva então tinha contato com a sua filha? Elas se falavam durante todo esse tempo? Meu Deus, mas onde então essa garota está?
Acendi a luz para que ela visse que tinha mais alguém no apartamento e comecei a andar tranqüilamente pelo mesmo.
-Anne? – assustou-se vindo correndo para a sala.
-Nossa Eva assim você me mata de susto! – fingi.
-O que faz aqui?
-Bom, eu tava precisando ficar um pouco longe daquela família, como Gustav me disse que você só chegaria na segunda, vim passar a noite aqui, se importa? – perguntei despreocupada.
-Não! E você como está depois de tudo o que houve? Faz tempo que não nos falamos! – abaixou a cabeça sem graça.
-Bem, estou bem! – fiquei na dúvida se Gustav tocou no assunto do roubo com ela, por isso preferi ficar calada.
-E Gordon? Alguma novidade dele? – às vezes acho que Eva tem uma paixonite por Gordon.
-Estou conquistando sua confiança ao poucos! Logo conseguirei o que quero não se preocupe! – respondi olhando para o nada.
-Ok!
O silêncio reinou entre nós e junto dele o sono, minha vontade era perguntar á Eva sobre sua filha, mas não o fiz, peguei minha bolsa lhe desejei boa noite e fui até meu quarto.
Diário de Anne Kirsten.
Hoje foi o dia de meus sentimentos ficarem mais confusos do que o normal, Bill está estranho comigo, uma hora é só patadas e broncas, outra é só carinho e... Declarações.
Estou com medo de suas palavras não serem verdade, ainda acho que foi coisa do momento, mas e eu? Por que disse que o amava? Será que realmente estou sentindo isso por Bill?
São tantas perguntas sem respostas, tanta coisa acontecendo uma em cima da outra... Agora me vem essa de Eva ter uma filha, Onde será que ela está? Por que Eva nunca disse nada sobre ela? Essa será mais uma missão minha, tentar descobrir quem é a filha desses dois.
Essa coisa de pai e filho me faz reviver tudo o que passei com meus pais nos primeiros dias de minha vida, acho que se eles não tivesse morrido, nem teria mais esse tipo de lembrança, mas somente pelo simples fato de ter tido apenas cinco anos ao lado deles, talvez uma força maior me fez continuar com as lembranças boas daquele tempo. E as ruins também...
Acordei no dia seguinte deitada por cima de meu diário, liguei meu celular para ver a hora e me assustei com o tanto de ligação perdida de Bill... 40 no total.
Fui até o banheiro lavar o rosto e fazer a higiene bucal, meus olhos estavam fundos, eu estava extremamente pálida, terminei de fazer o que tinha que fazer e fui até a cozinha comer algo.
Eva mais uma vez estava ao telefone.
-Quero que siga todos os passos dela, quero saber tudo o que acontece em sua vida, não me deixe escapar nada! – sussurra no telefone quase que inaudível.
Fiquei pensativa por algum tempo, ainda estava sem acreditar, por que me esconderia sobre sua filha?
Voltei ao meu quarto, troquei de roupa e a avisei que tomaria café no pequeno cyber que havia no prédio.
Ao chegar ao cyber sentei-me no balcão e mais uma vez olhei para o celular intocável.
-Um café, por favor! – pedi a atendente.
-Dois! – nem levantei a cabeça para saber de quem era aquela voz, era inconfundível. –Quero que volte para casa! – ordena com a voz normal.
-Já estou em casa! – respondi ainda sem olhá-lo.
-Não se faça de besta...
-Sim eu sou uma besta, e fui ainda mais ao permitir que você entrasse em minha vida! – o interrompi virando para encará-lo.
Engoli em seco ao ver aquela linda visão, Bill estava com os lindos cabelos negros com luzes brancas baixo, com um óculos de encaixe perfeito em seu rosto e todo de preto.
Minha vontade era me dar por inteira para ele, me entregar aos seus encantos, mas respirei fundo e voltei a fitar meu café que já estava servido, Bill não merecia ter minha atenção, não agindo daquela forma.
-Anne quero você hoje em casa! – ordena jogando uma nota em cima da mesa e se virando.
-Bill! – gritei chamando a atenção de todos. –Vamos lá para fora! – continuei o puxando pelo braço. –Vou avisar só mais uma vez, da próxima nunca mais você me verá na vida, você não é meu dono sempre fui dona do meu próprio nariz, e não vai ser você que mandará em mim, ok? – finalizei percebendo sua expressão séria mesmo com óculos, ele então se aproximou de mim, acariciou meu rosto e começou a falar.
-Nada do que disser vai mudar a minha opinião, você é minha e será até o dia que me cansar e arrumar outra! – meus olhos já estavam querendo soltar as lágrimas que se formavam, não agüentei e estapeei seu rosto com força,
Percebi que deve ter queimado, seu rosto estava vermelho, Bill tirou seu óculos agora mais furioso ainda, passou a mão em seu rosto e se aproximou ainda mais de mim, senti que sua raiva iria ser descontada toda em mim, mas Gustav apareceu na hora.
-Bill... Tom está ao celular! – interrompe lhe entregando o celular.
-Fala...
-Gordon precisa falar com Anne, caramba nem o seu e nem o celular dela está ligado, o que vocês estão fazendo hein?
-Diz a ele que não tem nada para conversar com ela!
Tomei o celular de sua mão e comecei a falar com Tom.
-É sobre mim que estão falando? – perguntei olhando indiferente para Bill que me encarava furioso.
-Anne, Gordon quer que façamos um serviço para ele, e também já disse que nossa parte já está disponível! - diz com a voz animada.
-Que tipo de serviço?
-Queima de arquivos! Ele foi acusado da morte de um casal e sua filha na França, e existe uma família lá que sabe do acontecido... – meu coração disparou nesse momento, poderia ser coisa da minha família, não pode ser tão coincidência assim.
-Pode dizer que estou nessa!
-Não, não está! – grita Bill ao meu lado sem saber do que se tratava.
-Droga, está ou não está? – pergunta Tom com voz de duvida.
-Sim estou! – respondi convicta olhando feio para Bill.
-Ok, passarei sua resposta a ele, acho que virá hoje à noite aqui, você estará?
-Sim claro! – finalizei me despedindo de Tom e desligando o celular. –Peter, você pode passar aqui mais tarde para me pegar?
-Não Anne, você vai agora comigo! – interrompe Bill me fazendo ficar ainda mais nervosa.
-Te espero a noite Peter! – finalizei virando as costas para Bill que parado ficou me observando subir pelo elevador.
Bill ficou com cara de tonto parado na calçada, Gustav encostado do carro sorria debochadamente olhando para os lados disfarçando, Bill entrou furioso no carro ordenando que o levasse de volta para a mansão...
Desculpa pelas músicas que ando colocando, falta de criatividade é fu. rs
Meu pc anda me dando problemas, por isso talvez demorarei mais pra postar.
Se quiserem ver sobre atualizações, tem meu twitter ou no tópico de atualizações de fanfics nessa comunidade.
Beijos e até o próximo. =*
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