E eu deixarei meu medo desaparecer
Não importa o que pode ser, eu tenho que achar uma saída..."
Cheguei ao apartamento batendo a porta, minha fúria contra Bill estava aumentando a cada ordem estúpida e sem nexo que ele me dava.
Eva estava na cozinha fazendo o almoço, coisa que ela sempre foi boa em fazer, ao escutar a porta batendo veio correndo saber que havia acontecido.
-O que houve garota? – observou eu me jogar no sofá.
-Bill Kaulitz. Ele às vezes consegue me deixar furiosa com a vida! – respondi fazendo bico.
-Às vezes? Então quer dizer que as outras vezes vocês se dão bem? – deu ênfase na palavra “outras”.
-Eva de boa, não quero falar sobre ele... – comecei fazendo uma carinha de indiferente. –Ah tenho novas! Gordon agora quer que eu o ajude numa queima de arquivos...
-Como? – pergunta interessada se sentando ao meu lado.
-Ainda não sei direito do que se trata, Tom apenas me passou por celular que tem uma família que sabe de um dos crimes de Gordon, fiquei com medo, pode ser coisa da minha família Eva! – falei com desanimo na voz.
-Ótimo, assim poderá ficar mais intima de Gordon, seja o que for Anne, faça do jeito que ele pedir, depois veremos o resultado! – ela realmente não se importava com meus sentimentos.
-Ok Eva! – respondi me levantando apressadamente para o quarto.
Diário de Anne Kirsten.
Sabe diário, odeio brigar com Bill.
Ele é tão encantador, tem aquele jeito mandão que me deixa mais do que excitada, claro que às vezes dá uma raiva imensa do jeito mandão dele, mas que me excita isso é fato.
Hoje mais uma vez para conquistar a confiança daquele ser repugnante terei de ficar frente a frente com ele, estou receosa com esse “trabalho”, sinto que tem algo a ver com minha família, mas que família é essa que sabe da morte de meus pais?
Mais uma vez o sono me pegou, dormi até as 18h, meu corpo estava parecendo que foi pisoteado, nunca dormi tanto assim em dois dias.
Fui correndo para um banho relaxante e logo que saí liguei para Gustav ir me buscar.
Fiquei esperando na portaria para não ter que escutar algo de Eva, estava faminta, mas mesmo assim não comi nada lá.
Depois de tantos dias sem vê-lo eis que do carro dos Kaulitz desce Georg, o amante de Eva.
-Ora Georg quanto tempo não? – fui em sua direção dando uma tapinha em seu ombro.
-Pois é me fizeram de segurança por esses dias! – diz revirando os olhos, abrindo a porta para que eu entrasse.
-Segurança? Onde? – perguntei já dentro do carro.
-Numa das “filiais” dos gêmeos! – diz fazendo o sinal de aspas antes de começar a dirigir.
-Sei, entendi! E você como está com Eva? – perguntei sorrindo cinicamente.
-Anne não vamos falar sobre isso ok?
-Ah pára, sei que vocês têm um caso! Me diz vai, como tudo isso aconteceu? – perguntei animada sorrindo que nem criança.
-Ok garota curiosa... Conhecemos-nos através de seu filho...
-Co... Como? – perguntei gaguejando, que merda, afinal qual era o sexo dessa criança?
-Que? – pergunta se fazendo de desentendido.
-Você disse que conheceu Eva através do filho dela, que filho Georg? – perguntei com a voz firme.
-Eu falei filho? Não, não, devo ter me enganado! – diz sorrindo amarelo.
Quando ia encostá-lo novamente na “parede”, percebi que já havíamos chegado, a mansão não era muito longe do apartamento de Eva, por isso a jornada era curta.
Antes que eu pudesse pensar em sair, Tom entrou rapidamente no carro pedindo para Georg sair.
-Só quero te dizer uma coisinha: serão maravilhosos nossos poucos dias na cidade luz! – sussurra tentando me olhar com o pouco de luz que iluminava o interior do carro.
Sorri meigo para Tom, ele tinha seu jeito cafajeste e bruto, mas é um doce de pessoa, Bill também é um doce, porém um tanto difícil de lidar.
Segurei seu rosto com as duas mãos, e o beijei, aquele foi um beijo sincero, delicado e suave, sentir sua língua em contato com a minha era uma sensação inexplicável.
Desgrudei meus lábios dos dele os mordendo em seguida, olhando para aquele lindo sorriso se abrir em seu rosto.
Dei mais um selinho e em silêncio saí do carro, caminhei lentamente até a porta, me virei e vi Tom encostado no carro me observando, abri um sorriso simples e entrei.
Fui direto para a sala de estar, com certeza Gordon já estava na casa, e não me enganei, lá estava ele conversando com Bill, esse com cara de poucos amigos.
-Boa noite! – desejei a Gordon indo cinicamente sentar-me ao lado de Bill agarrando seu braço e dando-lhe um beijo molhado na boca. –Boa noite amor! – desejei-lhe sorrindo.
-O que é que você tem? – pergunta estranhando minha atitude.
-Eu te amo e isso me basta! – respondi debochadamente sem que Gordon percebe-se.
-Cadela! – sussurra me olhando sério.
-Bom Gordon qual é a “missão”? – perguntei me virando para ele vendo Tom entrar na sala.
-Bom, há alguns anos atrás precisei me livrar de uma família para conseguir algumas terras que eu queria... – meu coração gelou nessa hora. –E essa semana, descobri que ainda existe uma testemunha ocular, a filha deles que conseguiu fugir do incêndio e está viva, preciso me livrar dessa garota...
Nunca pensei que aconteceria aquilo comigo, mas no mesmo instante que disse que precisaria se livrar da tal garota, uma falta de ar insuportável tomou conta de mim.
A crise de ar assustou todos, comecei a ficar vermelha, minha garganta estava completamente fechada, caí no chão sem força sendo apoiada por Bill.
Só voltei ao normal quando levantaram meus braços fazendo o ar circular melhor.
-Anne o que houve? – pergunta Bill me vendo tremer assustada.
-Não sei! – respondi ofegante segurando forte sua mão.
-Você tem asma? – dessa vez foi Gordon quem perguntou, com a mão em meu ombro.
-Não. Deve ter sido crise passageira, acontecia muito quando era pequena! – menti tentando me levantar.
-Você conseguiu me assustar! – diz Tom me ajudando.
-E muito! – diz Bill acariciando meu rosto.
-Já passou gente, desculpem pela situação desagradável! – pedi me ajeitando no sofá.
-Acho melhor subirmos Anne, você precisa descansar! – Bill estava com a voz preocupada.
-Não se preocupe, vou ouvir o que ele tem a dizer e subimos ok?
-Tudo bem! – aceitou, contrariado.
-Por favor, continue! – pedi segurando firme a mão de Bill.
-Tem certeza...
-Sim!
-Ok, o nome da garota é Julie Reverbel... – me segurei para não ter outra crise, apertei mais a mão de Bill, mas ele sequer percebeu a situação. –Pelas informações dadas a garota ainda mora na França...
-Quem deu as informações? – perguntei curiosa.
-Uma senhora, antiga vizinha da família, a velha parece ser gananciosa e com certeza tem provas de onde podemos encontrá-la, e claro se não soubesse não se atreveria a mentir, sabendo que posso fazer o mesmo com ela! – diz olhando para mim com um sorriso debochado no rosto.
-Claro, pode contar comigo! Quem mais irá nesse trabalho? – perguntei já levantando com Bill.
-Só Tom e você!
-Ok! – dei as costas para ele puxando Bill comigo.
-Você está bem? – Bill me abraçou de lado ao subir as escadas, nem parecia aquele Bill mandão de mais cedo.
-Estou, mas não tenho sono Bill, não quero dormir! – falei apoiando meu pescoço em seu ombro.
-Se não quer, não dormirá oras! – comenta com aquela voz doce que só ele tinha.
Chegamos ao topo das escadas, aquela voz diferente dele, meiga e sem alteração era perfeita, como de costume me agarrei em seu pescoço e o empurrei até a parede mais próxima, o beijei violentamente, queria sentir aqueles lábios macios, sentir seu piercing brincar em minha boca, seu gosto suave e melhor suas mãos maldosas percorrendo meu corpo.
-Tem mais gente na casaaa! – zomba Tom passando por nós sorrindo.
Olhamos sorrindo para ele e fomos em direção a uma varanda no fim do corredor, chegando lá pude perceber de cara o quanto a noite estava linda.
-Faz tempo que não paro pra reparar a noite! – comentei o vendo sentar em um banquinho.
-Você faz tempo, e eu que nunca parei pra tal coisa? – diz me aceitando em seu colo.
-Adoro te ver mansinho! – brinquei dando beijinhos de “esquimó”.
-E eu adoro te ver nervosa, fica mais sexy! – confessa me fazendo ficar séria.
-Então você faz de propósito? – perguntei me fazendo de irritada.
-Às vezes não, mas gosto de te provocar, de mostrar que sou eu quem manda, quero que você entenda que não tem mais escapatória, é minha, somente minha... – começa cheirando meu pescoço e logo se virando para mim. –E do Tom também! – completa revirando os olhos.
-Vocês nem se importam em me dividir não é? – perguntei mexendo em seu cabelo.
-Você se importa? – revida a pergunta me olhando nos olhos.
-Bom...
-Não, não se importa e talvez nós dois também, e se sinta privilegiada, pois mesmo sendo dividida com meu irmão eu... – ele parou.
-Você?
-Merda, eu te... Deixa pra lá Anne! – tenta dizer, mas não consegue.
-Você me ama Bill! – completei num sussurro encostando nossos rostos.
-Anne... Eu...
-Não precisa responder, eu já tenho a resposta!
Fiz sua cabeça pender para trás e logo minha boca se encontrou com seu pescoço, me sentei melhor de frente para ele, senti o mundo parar somente para nós dois, fiz o pescoço/boca o fazendo delirar.
O beijo era lento, eu explorava sua língua como nunca fiz antes, senti que aquele beijo me fazia querer arrancar-lhe um “eu te amo”.
Senti meu corpo queimar, e sem pensar duas vezes abri seu zíper enfiando minha mão por dentro de sua calça.
Bill ainda estava com a cabeça para trás sentindo meus beijos, uma de minhas mãos estava em sua nuca, e a outra... Fazendo carinho onde ele mais gosta, minha boca ainda o beijava loucamente, ouvi um gemido baixo e rouco vindo dele, Bill não queria mostrar sua fragilidade perto de mim, mas diante de tal caricia não resistiu.
Continuei com minha mão lhe acariciando e a outra ainda massageando sua nuca, ele deixava minha boca e língua trabalhar do meu jeito, minha vontade era deixá-lo louco por mim.
Sei que ele me queria, queria mais do que qualquer coisa naquele momento.
Ele iria começar a dizer algo quando o impedi tirando minha mão de sua nuca colocando apenas um dedo em sua boca.
O olhei com carinho e ternura.
-Deixa pra falar tudo o que quiser lá dentro, por que pelo menos nessa noite, eu serei sua dona! – sussurrei mordendo sua orelha. –Quero te mostrar que um eu te amo pode ser dito apenas com a linguagem do corpo! – finalizei fechando seu zíper o puxando para dentro...
Bill me obedeceu, veio atrás de mim sem dizer uma só palavra...
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