quarta-feira, 25 de maio de 2011

Capítulo 31 - Secret



Eu sei que não te conheço
Mas te quero muito
Todo mundo tem um segredo guardado
Mas eles conseguem mantê-lo?

Maroon 5 - Secret


O vôo saiu às 22h, lógico que tanto Tom como até mesmo eu queríamos que aquilo tudo terminasse logo, ambos tínhamos um medo horrendo de avião.

O vôo apesar de tenso correu bem, não tocamos uma palavra sequer no caminho, chegamos pela manhã na Alemanha, ainda estava frio.

Fomos de táxi mesmo até a mansão, ao chegarmos, Tom foi direto ao seu quarto e eu para o de Bill.



Ele dormia serenamente, parecia uma criança sonhando feliz, um sorriso se esboçou ao sentir que alguém acabara de se sentar ao seu lado, Bill reconheceu meu cheiro.



-Pensei que iriam demorar mais! – comenta abrindo os olhos lentamente.

-Senti saudades do meu dono, não posso? – beijei sua bochecha.

-Fala sério Anne, com Tom ao seu lado sentiu saudades de mim? Conta outra! – debocha se sentando na cama e começando a me observar. –Ele te fez bem nesse único dia, seus olhos estão brilhando como duas pequenas esmeraldas! – continua pegando em meu queixo.

-Não é por ele, é por você que estou assim! Bill, antes de Tom, sempre virá você, é você meu dono principal, o cara que manda e desmanda em mim, ele nunca terá essa honra! – brinquei deitando-me em seu colo.

-Sei, sou dono, sempre que tento impor minha autoridade aqui, você simplesmente surta! Mas sabe que adoro isso em você? Acho perfeito quando você dá esses pitis! – comenta rindo.

-Pitis? Eu não dou pitis! – resmunguei levantando-me de seu colo para encará-lo.

-Dá sim, e uns bem engraçados! – continua zombando vendo eu me levantar. –Ficou com raiva? – pergunta com uma carinha engraçada.

-Não, levanta e vamos tomar café, estou faminta! – ordenei indo até meu closet pegar algo mais leve para vestir.

-Ok patroa! – zomba mais uma vez rindo.



Bill entrou no banheiro e eu fui me trocar, peguei meu colar e antes de colocar em uma bolsinha pequena de pano o beijei deixando uma única lágrima cair de meu olho.



-O que é isso? – pergunta Bill me abraçando por trás.

-O colar da garota que matamos! – comentei disfarçando para secar a lágrima.

-Hmm, me deixa ver! – diz pegando o saquinho e abrindo.



Bill abriu o saquinho e começou a observar o colar estranhando algo.



-Anne, eu posso estar errado, mas eu já vi você com...

-Viu errado Bill! – o interrompi pegando o saquinho de sua mão junto do colar.

-Ok... Vi errado! – diz dando de ombros. –Vai dá-lo a Gordon como prova? Um colar?

-Quer prova mais pessoal do que um colar Bill? – já estava ficando nervosa com tanta pergunta.

-Ok, ok não precisa ficar nervosa por causa daquele cara!

-Desculpa Bill, é que visitar o túmulo dos meus pais não foi fácil! – tentei mudar de assunto indo abraçá-lo.

-Seus pais estão enterrados na França? – pergunta curioso.

-Sim claro!

-Mas não são alemães? Sei lá, acho que deveriam ser enterrados aqui, no país materno! – eu nem estava me lembrando desse detalhe.

-Meus avôs ainda moram na França Bill, queriam que eles fossem enterrados lá...

-Você tem avôs? Por que nunca me disse?

-Ain Bill chega de perguntas, por favor? Quero comer pode ser? – perguntei tentando fugir do “interrogatório Bill Kaulitz”.

-Ok, vamos! – concorda por fim me abraçando de lado.



Após tomarmos café ficamos conversando por horas na beira da piscina, tentava de todas as formas fazer Bill esquecer o maldito colar.

Mas disso ele com certeza não iria se esquecer tão cedo.



-Eu ainda acho que já te vi com o colar! – mudou o rumo da nossa conversa, deitado na espreguiçadeira ao meu lado.

-E eu já disse que não viu! – resmunguei fazendo bico.

-Anne... – se virou para mim. –Sei que tem algo que você me esconde, mas ainda não consegui descobrir, se um dia eu chegar a descobrir e for algo que eu não aceite de forma alguma... Eu te mato! – diz tranquilamente se levantando e entrando na casa.



Engoli em seco percebendo aquela voz ecoar em minha mente, levantei rapidamente necessitando de meu diário.

Fui correndo para o quarto, fechei a porta e o peguei.



Diário de Anne Kirsten.



Esses dois últimos dias foram de surpresas e medo para mim.

Medo por que se Bill descobrir sobre quem sou verdadeiramente, eu simplesmente estou lascada.

E surpresa porque ouvi um “eu te amo” de mais um deles, e devido a isso meus sentimentos voltam a se confundir, gosto do Bill por ser mandão e birrento, e do Tom por ser bruto e sexy.

Agora Tom já sabe de meu segredo, se Bill descobrir que ele soube antes mesmo dele, nossa, vou sofrer muito nas mãos dele...



-Anne? Por que fechou a porta? – era Bill batendo.

-Hã? Nossa fechei sem querer! – gritei indo guardar o diário antes de abrir a porta. –Pronto! – abri por fim sorrindo.

-Ta escondendo algo de mim pra fechar a porta?

-Não amor, fechei por engano! – respondi sorrindo o puxando para a cama.



O deitei na cama me deitando por cima dele, começamos nos beijar lentamente, queria sentir a boca de Bill em contato a minha, ouvir sua respiração enquanto me beijava, e seu toque em minha cintura.

Ele me virou ficando por cima dessa vez, me olhou nos olhos e respirou fundo para fazer o pedido.



-Semana que vem terá um concerto importante aqui no país, minha mãe nos convidou para acompanhá-la já que Gordon irá viajar a “negócios”, você vem comigo? – pergunta indo beijar meu pescoço.

-Claro, mas concerto do que?

-Hmm... Ópera! – responde fazendo uma caretinha.

-Argh, odeio ópera, mas pela sogrinha topo tudo! – afirmei dando-lhe um selinho.

-Bom mesmo, aliás, ela é sua sogra duas vezes! – diz revirando os olhos.

-Nossa por que diz isso?

-Tom já me contou da noite de vocês!

-Caraca, mas precisava contar? – perguntei saindo pelo lado.

-Somos irmãos Anne, Tom me conta tudo... Absolutamente TUDO! – calafrios percorreram meu corpo.

-Tudo? – minha voz saiu embargada.

-Sim, tudo! Agora volta pra cá vai! – diz rapidamente batendo na cama.



Voltei totalmente desconfiada, Bill permaneceu me beijando até pegar no sono.

Com um tanto de dificuldade, consegui me livrar de seu corpo cansado e fui procurar por Tom, que jogava atentamente algo com Georg na sala.

Cheguei à frente da TV logo a desligando vendo a cara de decepção dos dois.



-Preciso falar com você! – cruzei os braços.

-Claro cunhadinha! – diz olhando para Georg.



Ele recebeu bem o recado e saiu de nossa presença.



-Você falou algo com Bill? – perguntei baixinho.

-Sobre?

-Sobre quem sou na verdade! – sussurrei ainda mais baixo.

-Só se eu quisesse te ver morta! – diz sorrindo debochadamente.

-Pára de brincar com isso Tom, fala logo, você disse algo á ele? – perguntei entrando em desespero.

-Anne, larga de ser idiota, se eu tivesse dito seu pescoço já estaria pendurado no escritório dele... Zoeira! – diz ainda sorrindo debochadamente.

-Mas da nossa noite você falou não é cachorro? – perguntei dando-lhe uma tapa.

-Ah somos irmãos poxa, ele também me conta as noites dele com você!

-O que? Como podem ser tão tarados? – perguntei indignada.

-Mais tarada é você que dá pra dois! – revida dando de ombros.

-Como é que é? – perguntei com os olhos arregalados.

-É isso mesmo!

-Ok, se me acha tarada de “dar” para os dois, escolherei apenas um, ou seja, o MEU namorado! – o provoquei vendo sua reação surpresa.

-Nem pense nisso!

-Ah penso sim!

-Ah é? – levantou-se chegando perto da porta. –Bill preciso te contar algo! – grita me assustando.

-Ok, ok te dou quando quiser! – falei rapidamente o puxando de volta para dentro da sala.

-Bom mesmo! – diz se jogando ao sofá ligando novamente a TV. - Aproveita que está aqui e vai pegar algo para beber! – manda voltando a jogar.

-Como é que...

-Anne, pára de fazer perguntas idiotas e vai logo pegar algo para seu segundo macho beber! – ordena me mandando um beijinho em seguida.

-Tom... Diz pra mim vai? Você disse algo á ele? – perguntei mais uma vez o ignorando.

-Anne! – começa me chamando pra bem pertinho dele. –Quando o Bill quer saber de algo, ele sabe antes mesmo de alguém dizer a ele! Relaxa, ele ainda não sabe de nada! – sussurra calmamente ainda com aquele maldito sorriso de deboche. –Agora vai lá, pega algo pra eu beber! – ordena mais uma vez dando um discreto beijo em meu nariz.



Saí batendo os pés como àquelas crianças birrentas cheias de má criação a oferecer.

Antes de entrar ouvi as vozes de Leo e Mateus conversando sobre os gêmeos na cozinha.


-E o aniversário dos dois está se aproximando...

-É daqui um mês né? – interrompe Leo mastigando algo.

-Sim, daqui um mês, será que terá festa? Tipo, agora com a garota espevitada por perto, possa ser que tenha...

-Se a garota espevitada citada por você sou eu Mateus, pode ter certeza que terá sim festa para meu amado e seu irmão! – o interrompi dessa vez entrando na cozinha sorrindo.

-Mas os gêmeos odeiam festas! – avisa Leo fazendo uma careta.

-Quem disse isso? – perguntei o olhando profundamente.

-Os próprios, Soraya já tentou fazer uma festa para eles, Bill vetou na mesma hora que soube que era surpresa! – responde Mateus.

-Soraya é Soraya, ou seja, nada! Eu sou eu! E farei sim uma festa para meus queridos! – afirmei super alto confiante de mim mesma. –E vocês meus queridinhos, irão me ajudar com a lista de convidados! – completei apontando para os dois sorrindo.

-Esquece! – diz Mateus já começando a se levantar da mesa.

-Você prefere me ajudar, ou receber algum tipo de castigo do Bill devido a alguma mentira inventada por mim pra te derrubar? – perguntei cruzando os braços sorrindo perversamente.

-Você não faria isso...

-Ahh faria! – afirmei balançando a cabeça positivamente.



Leo o olhou convencido de que deveria me ajudar, ele contrariado acabou cedendo.



-Ok, ajudo nessa merda de lista, mas espero que meu nome não role solto quando eles souberem da tal festinha! – concorda por fim com minha idéia.

-Nem o meu hein? – pede Leo um tanto medroso.

-Ain parem de ser medrosos, eles não fariam nada demais devido a uma festa! Bom, então faça a listinha de convidados mais próximos deles e eu irei arrumar o resto! – finalizei indo pegar algo para o Tom na geladeira.

-Ok! – concorda os dois desanimados.



Voltei para a sala de jogos levando comigo duas latas de Red.

Fiquei por um tempo observando Tom jogar atentamente imaginando o que poderia fazer para a festa... Com toda certeza seria uma festa á fantasia...

1 comentários:

Anônimo disse...

amor , essa fic é simplesmente perfeita , nunca pare de posta , poste ayte o fim por favor! se tiver twitter me passa por favor !
bjs by: @camiilaabc

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