sábado, 16 de abril de 2011

Capítulo 10 - My Own Prison



"Então, eu ergui minha cabeça
Escondendo o ódio que queima por dentro
Que só alimenta o orgulho egoísta deles..."

Creed - My Own Prison


Após contar tudo para Eva começamos então a planejar o possível ataque.


-Com essa aproximação será mais fácil para procurar provas! – começou pensativa.
-E como poderei começar, tipo, o que devo procurar? – perguntei sem saber realmente por onde começar.
-A onda agora é guardar todo tipo de informação em pen-drives, é isso que em primeiro lugar sua atenção irá se focar! – diz ainda pensativa. –Você disse que a mãe de Gordon não foi com a sua cara, certo? – pergunta me olhando friamente.
-Certo... – fiz um bico insatisfeita. –Por quê?
-Se ela continuar tentando te atrapalhar, é fácil, arranque-a de seu caminho!


Ao dizer essas palavras, Eva tinha maldade no olhar, aquilo queria dizer que se a velha tentasse algo, eu poderia tirá-la de meu caminho, a matando.


-E você não acha isso muito radical não? – perguntei tentando esconder o medo.
-Anne preste atenção no que vou te dizer! – começou abaixando na poltrona em que eu estava segurando nos braços da mesma me olhando profundamente. –Nem se atreva a se apaixonar por um daqueles dois, e outra é bom começar a alimentar mais o seu ódio por Gordon, por que da forma que você está indo, NUNCA irá conseguir o que quer de verdade! – aquelas palavras não poderiam vir tão maldosamente como veio.
-Eu nunca iria me apaixonar por um deles Eva... – escapei da poltrona rodeada por ela. –E sobre o Gordon, ninguém, nem mesmo os gêmeos irá fazer com que me esqueço do que ele me fez um dia, sempre irei odiá-lo para o resto de minha vida e pode ter certeza que irei fazê-lo sofrer até a morte! – revoltei-me.
-Bom mesmo, quero ver você no alto, com seus bens em mãos, quero te ver crescendo Anne! – diz me pegando pelos braços.


Às vezes sentia um medo horrível de Eva, ela me passava segurança em partes, mas em outras, mostrava que a qualquer vacilo meu, eu mesma poderia me fuder.
Suas palavras sempre vinham com as mais altas doses de ódio, até parecia que Gordon também devia algo a ela.
Depois de conversamos, sem dar nenhuma explicação fui até meu quarto arrumar as roupas na mala para voltar a casa Kaulitz.


-Não quero ver seu mal Anne! Você é tudo em minha vida, cresceu como minha filha e hoje só quero seu bem, se te digo essas coisas é para te mostrar que estarei sempre ao seu lado, e não irei deixar ninguém lhe machucar, absolutamente ninguém! – diz ao entrar em meu quarto.
-Não se preocupe Eva, irei trazer de volta o que é meu por direito, e não faço isso por grana, e sim para conquistar a vingança prometida a meus pais! – finalizei fechando a segunda mala.


Chamei Gustav para me ajudar a levar as duas malas recheadas de roupas, Eva achou muita coisa para apenas uma semana, mas eu sentia que aquela seria uma longa semana.
Dentro de uma pequena malinha com segredo guardei meu diário, aquele diário não poderia cair em mãos erradas de modo algum, em uma das malas coloquei luvas de silicone, segunda pele, toucas e vários grampos.
Para que tudo isso? Talvez mais para frente tenha a resposta.

Desci com Gustav me despedindo de Eva, peguei meu diário e antes de entrar no carro com o mesmo, sentei-me em uma mesa da recepção para escrever.


Diário de Anne Kirsten.


Hoje Eva conseguiu me assustar, sei que existe algo em seu passado que não quer me contar e isso tem a ver com o meu desejo de vingança.
Me sinto tão inocente perto dela, às vezes caio na real e percebo que nem mesmo ruim eu sou, tenho ódio no coração, mas chegar a ser alguém ruim, não sei se dará.
Agora mudando de assunto, poxa diárinho to tão confusa com aqueles dois, Bill me fez sentir uma princesa, Tom uma vagabunda, mas para ser sincera, (e isso pode ser algo ruim) me senti muita mais mulher com Tom, o jeito selvagem dele, aquele jeitinho de me usar como se fosse uma qualquer, foi extremamente gostoso.
Mas me sentirei uma idiota se trair a confiança de Bill, senti por ele um imenso carinho, mas mesmo assim o desejo... Droga que merda é essa que estou escrevendo?
Ok vou tentar apagar meu fogo e ficar longe do Tom, ele me deixa nervosa, e tudo o que quero ao vê-lo, e ser dele, somente dele...


-Hey garota, vai ficar aí escrevendo segredinhos de amor, ou vai entrar logo naquela merda de carro? – Gustav surgiu nervoso.
-Já estou indo! – resmunguei fechando a malinha com ele dentro.


Ao chegarmos à mansão, achei estranho Simone estar na frente da porta já pronta, pensei que fosse para irmos ao shopping, mas para minha alegria, não era.


-Querida ouve um grande imprevisto, terei de sair com Gordon, ele irá fazer negócios e como sou esposa, terei de estar presente! – as cenas de Simone em minha casa quando pequena passavam em minha mente abertamente.
-Ok não se preocupe, afinal, irei passar uma semana aqui não? – brinquei sorrindo falsamente.
-Ah claro, teremos muito tempo, se Bill não te deixar ocupada com outras coisas, se é que me entende! – ela tinha uma pitada de malícia no olhar ao dizer isso.


Lhe ofereci um sorriso amarelo que logo mudou ao ver Gordon.


-Ah enfim poderei cumprimentar a namorada de Bill direito! – diz estendendo sua mão, eu senti nojo ao vê-la, mas para não mostrar meu ódio, decidi ser simpática com ele.
-Prazer senhor!
-Nicole peço desculpas por minha mãe, ela não sabe o que diz! – diz ainda apertando minha mão, meu corpo começou a estremecer, queria sumir dali, minha vontade era de cair no choro, mas não o fiz.
-Não se preocupe, é normal as pessoas me confundirem com coisas que não sou! – falei me livrando finalmente de sua mão.
-Bom acho melhor irmos! – pegou Simone pela mão a levando até o carro.


Entrei na casa limpando a mão na roupa, mas sem perceber Bill me olhava atentamente parado no primeiro degrau da escada.


-Ah... Oi! – sorri sem graça.
-Demorou por quê? – perguntou se aproximando de mim, iria me beijar, porém Gustav entrou com as malas nos atrapalhando, Bill revirou os olhos e o ordenou a subir com elas, claro que Gustav fechou ainda mais a cara.
-Foi por isso que demorei...


Bill me interrompeu com um beijo maravilhoso, parecia que eu estava a um ponto de morrer de tanto desespero de sua parte em me beijar.
Ficamos assim durante minutos, minha respiração saia e entrava com dificuldade pelas narinas, ele segurava meu rosto com delicadeza, porém o beijo era violento.
Após me largar, saiu andando me deixando boba e mole para trás.

Já com a respiração normal, fui para seu quarto, arrumei algumas coisas nas gavetas que o mesmo me mostrou, e sem que percebesse, a mala que se encontrava os “utensílios”, guardei bem escondida no closet enorme que tinha.


-Depois da janta terei de sair, irei resolver algumas “pendências” do meu negócio! – diz sentado na cama olhando alguns papéis atentamente.
-Vou ficar aqui sozinha? – perguntei fazendo biquinho.
-Tom vai estar aqui! – respondeu na maior tranqüilidade.
-E o que seu irmão tem a ver comigo Bill? – temi a resposta, Bill então levantou seu olhar para me encarar.
-Sorte a sua que não é minha namorada mesmo Anne, por que se fosse, já estaria morta! – meu corpo tremeu com aquela “confissão?”.
-Por que está dizendo isso Bill?
-Sei que Tom está atrás de você, como eu já te disse, não quero me passar por corno, sendo traído pelo próprio irmão, por que pra todos da família você é MINHA namorada e não dele, se for pra ser usada por ele, que seja escondido sem ninguém saber, por que se alguém souber... Já te deixei alertada sobre isso, não vou falar de novo! – então ele não ta nem aí pra Tom e eu juntos? Foi isso que entendi?
-Ok Bill, só não entendi algo, Tom te disse alguma coisa? – perguntei o olhando medrosa.
-Sabe que acabei concordando com ele na parte de dividir você como nossa escrava? – “vagabundos” – pensei me sentindo um lixo.
-Entendi! – falei indiferente saindo do quarto.


Fiquei rodando o jardim da mansão pensativa, aquela poderia ser uma boa chance de procurar por algo que me ajude.
Sem perceber a hora passou rápido e logo fui avisada do jantar.
Esse foi horrível do começo ao seu final, Helena não parava um instante de me irritar, lógico que para não contrariar aquela insuportável ficava calada, quieta na minha.
Bill não saía do celular um instante, e Tom, aquele pervertido não parava de me cantar na mesa.
Antes que terminasse Bill saiu correndo para seu “compromisso”, eu fui para o quarto me arrumar, e Tom pude perceber que também não estava para conversas com aquela velha e subiu para o seu também.


Tirei a mala do closet de Bill e peguei a segunda pele, aquilo serviria para caso Gordon for inteligente o bastante para colocar especialistas á apurar se houve invasão e de quem, a segunda pele me protegeria para não cair nenhum tipo de pêlo seja lá de onde for.
Peguei então os grampos, fiz um rabo de cavalo e prendi os fios que poderia se soltar com facilidade coloquei as luvas e me preparei para a “ação”...


Pra quem é leitora nova da fanfic, ela já está finalizada e possui 50 capítulos! ;)
Agradeço quem está lendo.

3 comentários:

Susi disse...

O Bill dá um pouco de medo! x:
HUSHUHUHUHSUHUSH
adoooro. (66'

AH é, ela vai matar a véia :O
não lembro se agr, mas vai..
huuuuuul

Unknown disse...

A-D-O-R-O Billzenho assim!
E Tom então?
Escrava sexual né!.. Opa, Topo sim, por que não? kkk

Anônimo disse...

-Vou ficar aqui sozinha? – perguntei fazendo biquinho.
-Tom vai estar aqui! – respondeu na maior tranqüilidade.


Boa noticia essa!! Tom vai cuidar dela!!!
Eu não tenho essa sorte!

Shit!

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