terça-feira, 19 de abril de 2011

Capítulo 14 - Traição [Parte 2]


"Ela foi golpeada, era o seu fim..."


Michael Jackson - Smooth Criminal



Fomos para a sala de jantar, não havia muitas pessoas na mesa, apenas aqueles de confiança.

Tom foi em direção a Gustav que estava sentado do lado direto de Georg, era a primeira vez que os via perto de um dos gêmeos.

Estava indo atrás de Tom para sentar-me ao seu lado já que ele sentou-se ao lado esquerdo de Gustav, mas quase me sentando senti um vulto atrás de mim puxando a cadeira me fazendo espatifar no chão gelado.



-Soraya qual é o seu problema? – grita Tom me ajudando a levantar.



Arrumei meu vestido e respirei fundo, lembrei-me na hora das simples aulas de luta que via pela TV, cheguei mais perto de Soraya desferindo um soco bem dado em sua face, aquilo ao menos iria mostrar que boba, eu não era.

Ela por sua vez tentou também me bater, mas consegui desviar em tempo, dando mais uma vez um soco, mas dessa vez em sua barriga.



-Vagabunda quem você pensa que é? – pergunta gritando vindo para cima de mim, mas antes Tom entrou em sua frente impedindo tal feito.

-Se xingar mais uma vez Anne, ou ousar ir com gracinhas para o lado dela, irá se ver comigo! –Tom estava sério a olhando com raiva.

-Quem ela pensa...

-Ela é nossa protegida, nem ousa Soraya, você sabe bem o que te pode acontecer, e não teremos dó nem piedade! – continua ainda a olhando sério.


A garota apenas bufou e saiu nervosa, passei o resto do almoço sem tocar num só grão de arroz.



-Não disse que estava com fome? – pergunta Tom num sussurro olhando para meu prato intocável.

-Perdi. – respondi sem olhá-lo.

-Soraya não merece isso de você anjo, e outra, já pensou se Bill te procura a noite? Ou até mesmo eu? Você estará fraquinha e não vai nos agüentar! – brinca mordendo minha orelha.

-Como algo mais tarde ao chegar à casa de sua mãe, realmente perdi a fome! – falei dessa vez o olhando nos olhos, nossos rostos estavam próximos, fácil para dar-lhe um selinho.

-Ok, então assim que almoçar te levarei para a casa de minha mãe...

-E você pra onde irá?

-Terei de voltar para resolver algumas coisinhas!

-Então não, comerei aqui, mesmo sem querer, não quero ficar sozinha na casa de sua mãe! – peguei em sua mão.

-Tudo bem! Então coma tudo... Tudinho! – diz pegando uma batata frita de meu prato e colocando em minha boca.

-Ok chefinho! – comecei a comer.



Consegui comer tudo mesmo sem fome, Tom convocou todos em sua sala, uma linda sala por sinal, havia uma enorme mesa estilo “executiva” e lindos quadros artesanais.



-Ok, todos já sabem da carga que a policia federal apreendeu ontem na fronteira, certo? – começa vendo todos concordarem positivamente. –Nesse sábado essa carga estará vindo de Berlim para Hamburgo para serem destruídas aqui, porém obvio que não iremos deixar toda aquela grana se perder em uma enorme fornalha! Mas todos aqui sabem que Marco e companhia também estará presente, e não poderemos perder para eles! – continua começando a andar de um lado para o outro.

-E qual é a idéia chefe? – pergunta Georg, ou seja, Ralf.

-Não tenho um plano ainda, mas estaremos prontos com todo o equipamento necessário, abrirei a porta do arsenal amanhã, e cada um escolherá sua arma! – finaliza sorrindo de canto.



Tom passou mais algumas coisas para o pessoal e me chamou para conhecer o tal arsenal.

Era lindo, nunca curti armas, mas aquelas tinham um brilho especial, eram magníficas.



-Pra ser sincero tenho medo de te levar nessa “missão”! – diz pegando numa arma prateada.

-Eu também estou com medo! – confessei sentindo meus pêlos se arrepiarem.

-Se quiser não precisa ir...

-Eu quero, mesmo estando com medo, quero estar presente nesse dia! – finalizei puxando seu rosto para me encarar melhor...



***


O sábado chegou junto com esse dia meu nervosismo também, toda ação seria a noite, a semana foi longa e cansativa, todo dia acordava cedo para treinar com Tom, para minha infelicidade aquela cena do primeiro dia não aconteceu mais, porém sempre Tom dava um jeito de me fazer mulher de novo e de novo dentro da cabine.



-Anne, hoje te declaro oficialmente da nossa “gangue”! – diz Bill colocando uma corrente linda de ouro branco com um pingente de esmeralda, uma jóia perfeita.

-Nossa Bill, é lindo!

-Combina com seus olhos! – diz Tom sentado em cima de uma mesa.

-Obrigada garotos, vocês são demais!

-Ainda não acabou, tem o meu presente! – Tom veio com uma pequena caixinha. –Espero que goste, Bill deu a idéia de comprar assim, disse que era sua carinha! – finaliza tirando um anel também de ouro branco, porém a pequena pedrinha sobreposta era negra, uma linda pedrinha negra. –Diamante negro! – explica vendo minha “baba” escorrendo.

-É lindo! Obrigada mesmo! – agradeci primeiro indo dar um beijo em Bill e depois em Tom.



A noite chegou, todos estavam devidamente vestidos, totalmente de preto, ainda não havia me juntado aos outros, mas quando apareci na sala em que estavam, é claro todos babaram em mim.

Estava vestida com calça de couro preta bem justa ao corpo, um corselete também preto por cima de uma fina regata com luvas obviamente preta e botas... Pretas.



-Bandida gostosa é outra coisa! – diz Tom indo me pegar na porta.

-Ok a carga chegará às 20h na federal, você terão apenas 5 minutos para pegá-la na frente do portão, digo cinco por que com certeza haverá um tiroteio básico, cuidem de Anne mais do que a própria vida de vocês, se ela voltar com um arranhão irão se ver comigo! – diz Bill piscando para mim. –Agora vão, e me traguem essa mercadoria! – finaliza dispensando todos.



Estávamos saindo quando Bill pegou em meu braço.



-Não tire esse colar e anel por nada, absolutamente nada! – diz inquieto me beijando com gosto.

-Ok, me deseje boa sorte?

-Boa sorte minha gostosa! – deseja me deixando ir.



No caminho todos sorriam alegremente, porém as minhas sensações eram das piores, ao chegar perto do local, todos saímos agachados preparados com as devidas armas em punho.

Tom não desgrudava de mim, porém era o mais agitado.


Depois de uma longa espera o tal caminhão chegou.



-Ok, Ralf, Victor, e Leo, vocês atacarão pelo lado esquerdo, não medem esforços e mandam bala pra valer. Peter e Mateus atacarão pela direita, Soraya, Anne e eu iremos pela frente, tomem cuidado e não me decepcionem. Vejam aquelas luzinhas ali em cima... – apontou para uma montanha. –Marco está aqui, e ele também está interessado nessa mercadoria, não quero perder nenhum de vocês! – continua respirando fundo ao ver o caminhão chegando mais perto. -AGORA! – grita fazendo todos se levantarem em seus postos saindo atirando para tudo quanto é lado.



Aquilo parecia uma guerra, Tom e Peter chegaram juntos no caminhão, os policias presentes estavam despreparados, levaram tiro tanto da gangue de Tom como a de Marco.

As duas agora estavam duelando uma contra a outra, senti vários tiros sendo atirados em minha direção, me abaixei morrendo de medo na posição contrária do Caminhão os tiros não cessavam, senti uma mão pegando em meu braço, era Soraya.

A olhei surpresa, mas ela tinha um sorriso perverso no rosto.



-Sabe o que acontece com vadias como você? – pergunta pegando brutalmente em meus braços me levantando, ela tinha o dobro de minha força.

-Me solta Soraya...

-Antes irei te responder... Ou melhor, você não estará acordada para isso! – ao dizer tais palavras, senti sua arma sendo cravada em minha cabeça. Apaguei totalmente...

2 comentários:

Deborahcaf disse...

Como assimmmmmmmm eu quero saber o que aconteceuuuuuuuuuuuuu...posta logoo!!! rs

#invejaforeverdaAnne

Daniele disse...

q foda ADM voltou..[eh estou bem atrasada..rs]..como adoro essa fic ;D

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