Dos relâmpagos em volta de mim
Lembro de cada flash enquanto o tempo nublava
Como um sinal de que o destino finalmente me achara
E tudo o que eu ouvia era a sua voz
Dizendo que eu tive o que merecia
Gustav me passou o endereço de Soraya e disse que a mesma estava escondida na casa de sua mãe, totalmente desconhecida para os Kaulitz, passei a ele minhas idéias e o deixei pensar.
Subi correndo para o quarto onde duas malas minhas que haviam sido trazidas da casa de Simone para cá estavam abertas.
Peguei um jeans bem apertado, botas pretas como de costume, uma babylook por baixo e devido ao tempo nublado, uma jaqueta fechada ate o pescoço, prendi meu cabelo num rabo de cavalo, coloquei os óculos escuros e fui até Bill.
-Vai sair? – olhou-me dos pés a cabeça.
-Pensei em fazer umas comprinhas! – sorri.
-Ok! – começa mexendo em sua gaveta. –Compre o que quiser! – jogou-me um cartão prateado!
-Mas não pedi nada Bill!
-E precisa pedir? – olhou-me docemente, aquilo me deixava boba.
-Ok. Farei umas comprinhas de roupas intimas para agradar meu dono! – provoquei indo morder seu lábio.
-Safada!
-To com saudades de você! – nunca fui tão sincera ao dizer algo para alguém como fui ao dizer isso.
-Também estou com saudades, e ainda não estou acreditando que aqueles caras conseguiram primeiro que eu depois de um longo mês longe de qualquer atividade! – fez uma expressão de decepcionado.
-Você acha que senti algo com eles? – o olhei firme.
-Vai saber! – deu de ombros.
-Ah Bill, por favor, vai? É óbvio que não senti nenhum pingo de prazer com eles, só sinto com você...
-E com o Tom! – completa revirando os olhos.
-Isso é o que você está dizendo, não eu!
Mais uma vez mordi seu lábio indo de encontro a sua língua, brincando suavemente com seu piercing, finalizei o beijo me levantando de seu colo percebendo seu olhar me acompanhar ao sair da sala.
Fui correndo para fora à procura de Gustav.
-E aí o que achou de minha idéia? – perguntei entrando rapidamente no carro.
-É até boa, mas não acha que será fácil demais para ela? – pergunta me fazendo pensar.
-Só o fato de saber que será mulher de várias já me deixa aliviada! – respondi olhando para fora.
-Já conversei com uns caras amigos de Eva que são policiais corruptos e eles ajudarão, vão nos encontrar lá! – continua sério.
-Sério? Mas eu não vou me encrencar não né?
-Lógico que não, mas terá de abrir o bolso para lhes compensar muito bem!
-E as drogas, onde arrumou?
-Eles darão um jeito Anne, irão forjar bem a cena! – finaliza me tranqüilizando.
Chegamos a uma pequena casa no meio de uma área fechada, vi Soraya sentada em um banquinho pensativa, pedi para Gustav estacionar em um lugar que ela não pudesse vê-lo, peguei uma arma para caso de alguma discussão ou briga, ter algo para me proteger e desci do carro.
-Pra quem tinha de tudo do bom e do melhor numa linda mansão, agora se rebaixou e muito! – me aproximei debochando do lugar onde estava.
-Como me encontrou? – perguntou assustada.
-Tenho meus contatos! – respondi indiferente percebendo Gustav pular um muro com dois homens desconhecidos por trás de Soraya.
-É melhor ir embora antes de perder de vez a vida! – diz virando-se para entrar, mas eu não podia deixá-la ver os dois infiltrando as drogas em sua casa.
-Quem deveria ter medo de perder a vida seria você Soraya!
Fui para cima dela encostando-a a parede, começamos ali uma briga quase interminável, meu ódio por ela era alimentado a cada toque brusco de suas mãos em meu corpo, entre socos e arranhões consegui virar ficando por cima.
A olhei por alguns segundos, e toda força de minhas mãos foi depositada em seu rosto, desferi diversos socos e tapas com gosto em seu rosto, prendi suas mãos para que não tentasse se proteger, minha raiva descia junto com a transpiração que escorria por minha testa.
Ao levantar mais uma vez a mão para bater nela, senti outra me puxando e barulho de sirene policial se aproximando.
-Vamos embora Anne, já deu! – Gustav me puxou rapidamente do chão.
-Grandes merdas fez comigo, você é um lixo Anne Kirsten, uma patricinha mimada que nem força no punho tem! – gritava Soraya ajoelhada no chão.
Gustav e eu ficamos de longe observando, dois carros de policia foi estacionados em frente da casa da mesma, ela assustada tentou correr para dentro de casa, mas nada adiantou, dois dos policiais que Gustav afirmou ser seus “amigos” pegou Soraya torcendo seus braços a empurrando violentamente na parede.
-Olha se não é Soraya Brown, a pé de pato mais famosa de Hamburg! – gritava contente um dos homens, confesso que não estava entendendo nada.
-O que querem comigo? Minha ficha está limpa! – gritava com voz chorosa.
-Será mesmo moça? – pergunta outro policial que Gustav afirmou não fazer parte da “quadrilha”, esse estava com vários pacotes de drogas nas mãos.
-Isso não é meu! – afirma Soraya gritando.
-Não minta para nós garota, acha que somos cegos? Ou acha que seriamos capazes de prender um inocente? – pergunta o policial segurando seu braço a empurrando mais uma vez na parede, dessa vez fazendo sua cabeça bater bruscamente abrindo um terrível corte.
-Merda, você está me machucando! – gritava me fazendo sorrir abertamente.
-Ainda não viu nada! – sussurra o policial em seu ouvido, pude ler perfeitamente seus lábios pronunciando tais palavras.
Vi nitidamente Soraya sendo levada até um dos carros, no curto caminho foi levando tapas e murros dos policiais, seu sangue já estava aparente e marcas roxas em suas pernas e braços já estavam à mostra.
Senti-me vitoriosa, sabia que Soraya não teria paz na cadeia, e por isso essa foi a minha forma de vingança contra ela.
-Você está bem? – Gustav tentou tocar minha boca roxa.
-Estou ótima, nunca estive tão bem em minha vida! – respondi respirando aliviada.
-Os gêmeos não irão gostar nada disso Anne, você está com marcas roxas e arranhões, eles irão querer saber o porquê disso!
-Deixa que deles eu cuidarei! – respondi séria me levantando com ajuda dele.
Cheguei acabada na mansão Kaulitz, estava suja e com alguns arranhões pelo corpo.
Fui à procura de Bill, disseram que estava na hidro, subi correndo para o quarto trocar de roupa e voltei para ir a encontro de Bill.
Estava lindo deitado quase dormindo naquela água quentinha, tirei a roupa ficando apenas de lingerie, Bill abriu os olhos me olhando lindamente logo mudando de expressão.
-O que houve com você? – pergunta se levantando rapidamente indo de encontro ao meu rosto.
-Uma briga básica! – respondi me aproximando de sua boca.
-Anne nem tente me enganar...
-Por que não aproveitamos essa maravilhosa hidro e depois você me faz a pergunta que quiser? – perguntei passando a mão em sua estrela.
-Perfeito... Mas não pense que irá se livrar das perguntas... – sussurra em meu ouvido desabotoando meu sutiã...
1 comentários:
HAHA se foo deel Soraya! Achei pouco ainda.
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