Bill se levantou rapidamente assustado com a reação da mulher, e ela me olhou mais assustada ainda.
-O que houve com você Anne? – pergunta sem ligar para Bill.
-Eva esse é o Bill, Bill essa é...
-Não interessa quem sou, o que houve com você garota? – pergunta alterando a voz.
-Se ainda não percebeu estamos em um hospital, seria ótimo se abaixasse a voz! – diz Bill calmamente levantando uma de suas sobrancelhas pegando em um dos braços de Eva.
-Ok... – resmunga já com a voz baixa. –Preciso falar a sós com Anne! – continua voltando seu olhar para mim.
Bill levantou ainda mais sua sobrancelha querendo ouvir algo a mais de Eva, porém essa não entendia o que.
-Por favor, Bill? – pedi a ele.
-Ok, qualquer coisa pode gritar que venho correndo! – diz saindo ainda encarando Eva.
-Que intimidade toda foi aquela hein Anne? – pergunta com raiva na voz.
-Apenas parte do meu plano! – respondi indiferente.
-Parte do plano? – gargalhou debochadamente. –Não seja ridícula garota, olha só o que lhe aconteceu e por conta deles, não me venha dizer que está se apaixonando por Bill Kaulitz um dos causadores disso tudo? – ela estava me deixando nervosa.
-Eva, não estou a fim de discussão, se veio para isso é melhor ir embora...
-Não vim para isto, vim te ver, Gustav me passou detalhe por detalhe do lhe aconteceu fiquei com o coração na mão Anne, não queria te perder por conta desses garotos metidos a traficantes, entenda isso, você não pode se apaixonar por nenhum deles, eles não são para você. Por favor, querida me escute faço isso para e somente o seu bem! – às vezes eu pensava ao contrário.
-Não estou me apaixonando por nenhum deles, e nem há possibilidade, como disse eles não são pra mim! – falei tentando disfarçar a revolta que estava sentindo por dentro.
-Muito bom, agora me diz como está indo sua relação com Gordon? – pergunta curiosa me deixando ainda mais revoltada, eu estava ali em cima de uma cama de hospital toda quebrada e ela me pergunta de Gordon?
-Não tive muita oportunidade...
-Como não? Então o que tem feito nesses dias? Dado sem parar para aqueles dois como uma vadia?
-CHEGA Eva, sai daqui, se veio pra falar merda então saia daqui agora! – nunca explodi na vida como naquele dia.
-O que está havendo? – Bill entrou no quarto.
-Bill acompanhe essa senhora até a saída, por favor? – pedi tremendo.
-Claro!
Percebi agora mais do que nunca que Eva estava me usando para algo, e minha raiva somente aumentou depois daquela visita, mesmo vendo Bill voltar todo sorridente para o quarto não me fez amolecer, passei o resto do dia seca, totalmente calada.
Ao anoitecer Bill veio pessoalmente me trazer a janta, uma sopa estranha de legumes, suco de laranja e morangos.
-Quero que coma tudinho! – diz colocando a bandeja no meu colo.
-Não estou com fome Bill! – tentei em vão afastar a bandeja.
-Nada disso, quero você boa logo pra mim! – diz mordendo meu lábio inferior fazendo carinha de tarado.
-Safado!
-Você me deixa assim, quero te fazer esquecer tudo o que passou, e sei que ajudarei do meu jeito! – continua me puxando para um beijo mais quente.
Tom entrou no quarto sorrindo, porém logo seu sorriso sumiu ao ver a cena.
-Oi Tom! – cumprimentei enquanto Bill se levantava lentamente.
-Oi! Pensei que já tinha ido Bill! – comenta meio seco.
-Não, decidi passar a noite com a Anne...
-Não será preciso, eu fico hoje!
-Não se preocupe Tom eu ficarei...
-Chega gente, podem ficar os dois que tal? – os interrompi parando com a discussão.
-Tudo bem! – Tom se conformou, jogando-se na poltrona.
-Agora vamos mocinha, coma tudinho! – diz Bill mexendo na sopa para esfriar.
-Isso deve estar ruim! – fiz cara de nojo.
-Não está não... – Bill tomou um pouco. –É, está sim! – fez uma careta.
-No refeitório tem pratos prontos, acho que Anne não está tão debilitada que não possa comer algo decente! – diz Tom olhando para o nada.
-É vou pegar algo escondido pra você! – Tom sorriu ao ouvir isso.
-Bendita sopa ruim! – veio em minha direção esfregando as mãos. –Tava com saudades de mim não é? – pergunta sem deixar a resposta sair da minha boca.
Era impressionante como aqueles dois não tinha respeito por mim, Tom me beijava com desespero, como se Bill o pegasse ali deitado por cima de mim afagando meus cabelos, beijando meu pescoço dando leves mordidas, me fazendo gemer apenas com seu toque...
-Tom o Bill logo chegará e você aqui me tarando! – sussurrei em seu ouvido sorrindo maliciosamente.
-E daí? Ele já teve sua vez, e sabe que também te quero “daquele” jeito, então ele que se conforme! – responde passando a mão sem perceber em meus machucados.
-Espera aí Tom se esqueceu que to machucada? – resmunguei tirando sua mão de minha perna.
-Foi mal, é que você me deixa excitado! – brinca mordendo os lábios voltando a se sentar na poltrona.
-Seii... Mas me diz, por que não me agarrou na frente do Bill? – perguntei curiosa.
-Fizemos um acordo a seu respeito, eu não te toco na frente dele e nem muito menos na frente do pessoal que trampa para nós e na frente de minha mãe óbvio, como você é considerada a “namorada” dele pegaria mal ficarmos nos amassos por aí! – diz torcendo o bico olhando para a bandeja com os morangos.
-É, mas naquele dia no treinamento...
-Cara aquele foi “O DIA” eu nunca pensei que gostaria tanto de dividir uma mulher com o Bill como gostei de te dividir! – brinca já pegando os morangos. –Delicia! – completa mordendo um dos morangos me fazendo derreter com seu olhar “maldoso”.
-Então ele não se importa em saber que você também me... Usa? – perguntei levantando uma sobrancelha estranhando minha própria pergunta.
-Nenhum pouquinho! – responde indiferente logo olhando a porta se abrir.
-Enfim, consegui comida decente! – Bill entrou feliz, com uma marmitex numa sacola. –Tive que trazer escondido, perguntei por perguntar á uma enfermeira e ela disse que não era permitido! – fez um bico de lado.
-Obrigada mesmo por estar ao meu lado, Bill! – agradeci sinceramente começando a comer.
Estava comendo quando bateram na porta, Bill se levantou para ver se não era nenhuma enfermeira, ao se certificar que não era mandou a pessoa entrar.
-Soraya sumiu! – avisa Victor fazendo um cumprimento com a mão para mim logo olhando para Bill.
-Como assim sumiu? – pergunta Bill, meu sangue começou a ferver ao ouvir aquele nome.
-Quando voltamos ontem a noite para a mansão ela ainda estava lá, porém hoje pela manhã a procuramos e nada! – diz dando de ombros.
-A vadia sabe do castigo que a espera, mas ok, ela também tem GPS em uma daquelas pulseiras dela! – diz Tom sorrindo.
Eu ouvia tudo atentamente, Victor deu uma rápida saída do quarto voltando com um lindo vaso de orquídeas vermelhas em nome de todos os rapazes que trabalham para os gêmeos, nunca havia recebido flores, e confesso que aquelas me fizeram sorrir como criança ao ganhar um presente.
-Agradeça a todos por mim Victor! – pedi oferecendo um sorriso meigo.
-Pode deixar Anne, melhoras viu? – desejou e saiu do quarto.
-Sabe que estou começando a achar que vocês só têm carinhas de mal, porém são verdadeiros docinhos! – brinquei cheirando as flores sem perceber as expressões de bobos dos dois.
-Docinho é? Isso é o que pensa Anne, nossa “lista” é imensa temos muitos acertos de contas para prestar, só estamos parados por sua causa, e confesso que estava mesmo precisando ficar um pouco longe de sangue! – diz Tom quase deitando na poltrona.
-Longe de sangue? – perguntei abrindo mais os olhos.
-Tom é o cara que vai atrás dos devedores! – diz Bill indiferente.
-Devedores?
-Usuários viciados que compram e às vezes não pagam, esses nos dão prejuízos, e óbvio que não merecem viver mais! – explica Tom sorrindo.
-E você Bill faz o que? – perguntei ainda mais curiosa.
-Apenas comando o tráfico, e cuido do que entra e sai, não tem por que sujar minhas mãos com esses lixos que só sabem encher o rabo de drogas e mais drogas!
Continuamos conversando o resto da noite até conseguir finalmente pegar no sono, aprendi muitas coisas com os dois, rimos muito e lógico meu pensamento estava em Soraya, todo meu desejo é pegá-la com minhas próprias mãos, fazer vingança do meu jeito...
Um mês depois...
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