terça-feira, 5 de abril de 2011

Capítulo 2 - Lost


“Séculos passam e continuamos os mesmos
Guerra em nosso sangue, algumas coisas nunca mudam
Lutando por nossa terra e ganhos pessoais...”


Lost – Avenged Sevenfold



Diário de Anne Kirsten.


Olá querido e inseparável diário (às vezes me acho uma louca ‘falando’ assim com um bloco de papel).

Enfim, hoje estarei voando com minha nova identidade para Alemanha, já sei onde moram Gordon e sua família, não sei como estão, se mudaram muito ou não, acho que somente os gêmeos mudaram e isso com certeza não me importa.

Vovó Pietra me deixou alguns bens, os recebi hoje. Estou tão feliz, pois desde o dia que perdi meus pais, perdi também todo o direito de herança, de alguma forma eu, Julie Reverbel, estou dada como morta pelo Governo Francês.

Pietra tinha seus contatos, e foi com um deles que conseguiu uma nova identidade para mim, mudei a cor do cabelo, de loira passei a ser uma linda ruiva de olhos azuis, pois esses também foram mudados.

Transformei-me de uma inocente garota para alguém de personalidade provocativa, precisarei de toda malícia para conquistar o que sempre sonhei durante todo esse tempo, recuperar minhas terras e herança roubada por Gordon Trümper e obviamente vingar a morte de meus pais...



-Seu passaporte por gentileza senhorita! – pediu o recepcionista.


Dei-lhe com medo de acusar algo e eu entrar em alguma roubada, fiquei o olhando curiosa esperando o pior...



-Muito bem senhorita Kraft, seu passaporte está tudo ok, já pode se dirigir ao portão de embarque! – respirei aliviada.

-Obrigada!



Fiquei sentada esperando o aviso de embarque, saber que irei olhar no fundo dos olhos de Gordon o assassino de meus pais me deixava estressada.

Em meio aquele tédio todo, dois lindos rapazes alemães se aproximaram de mim, um loiro com cabelos curtos, fortinho e com um rosto bem, hmm digamos, mal humorado. E o outro, cabelo na altura do ombro, um loiro meio acobreado e lindos olhos verdes, era quase da mesma altura que o ‘emburradinho’.

Sentaram-se ao meu lado, na verdade cada um de um lado, o mais ‘esperto’ e simpático puxou assunto.



-Também está indo para Alemanha? – virei para observá-lo.

-Sim!

-Não parece ser alemã, vai a trabalho? Ou a estudo? Uma moça tão jovem só poderá ser para isso! – comentou mais uma vez.

-Bom, respondendo a primeira pergunta, sou sim alemã, as aparências enganam... – menti. –E não estou indo nem a estudo nem a trabalho, estou voltando para meu berço materno! – sorri mentindo descaradamente.

-Entendi! – balançou a cabeça em positivo.

-Não é alemã! – o emburradinho se pronunciou.

-Como? – perguntei assustada tentando olhá-lo através de seus óculos escuro.

-Pietra nos mandou para protegê-la! – confessa finalmente sorrindo maliciosamente.

-Mandou vocês? Como? Ela já faleceu há um ano! Isso não pode ser possível! – indaguei já sem entender nada, os dois então soltaram uma gargalhada alta que me assustou de imediato.

-Ela nos disse que apesar de estar querendo mudar para uma pessoa mais “esperta” você ainda é uma garotinha inocente! – diz o loirinho baixinho.

-Ok que palhaçada é essa? Quem são vocês? – perguntei levantando-me quase que num salto, um deles parou de rir e pegou em meus braços fazendo-me sentar novamente.

-Não precisa ficar assustada, não queremos seu mal, me chamo Georg, e ele é Gustav, iremos te ajudar no que precisar na Alemanha, somos alemães, e Pietra achou que seriamos de grande ajuda, não precisa se preocupar ok? – diz tentando me acalmar.

-Ainda não estou entendendo a parte da Pietra! – falei me acalmando olhando para o chão.

-Julie... Bom, Anne... Pietra não morreu, na verdade o governo estava atrás dela para tentar tomar-lhe suas terras, não sabemos ao certo por que, mas ela se fez de morta para vendê-las e passar o dinheiro tudo para seu nome, o seu novo nome Anne Kirsten, assim não poderiam tomá-lo de você talvez pelo fato de não ter nenhuma ligação com ela. – explica Gustav.

-Mais onde ela está agora?

-Alemanha também! Está te esperando, em sua nova casa! – isso me deixou tão feliz.

-Sério? Cara que ótimo, então ela também deve estar de nome novo? – perguntei entusiasmada.

-Sim, agora ela é Eva Burg, uma dona de casa em Hamburgo! – eu estava de boca aberta com tanta informação.

-Então também na Alemanha não terá nenhuma ligação comigo? – perguntei curiosa.

-Obviamente não, mas ajudará para que entre na casa dos Kaulitz, para assim concretizar seu tão sonhado plano! – responde Georg sorrindo.

-E vocês onde entram nisso? – eu realmente estava cheio de perguntas.

-Iremos nos infiltrar no bando dos gêmeos...

-Bando? Como assim? – interrompi Gustav.

-Tom e Bill são chefes de uma, digamos gangue da Alemanha, comandam o tráfico de drogas local! Entendeu? – explicou Georg.

-E como vocês entrarão nessa?

-Na verdade já estamos dentro, dois rapazes que fizeram testes para entrar nessa gangue, aqui em Paris misteriosamente foram assassinados e claro, como os dois não ligam para saber o rosto e sim a identidade dos seus empregados, nós tomaremos seus devidos “empregos”. – respondeu Gustav.

-Precisa de teste para entrar em uma gangue?

-Nossa sua inocência me encanta, senhorita Kraft! – zomba Gustav.

-Para grandes gangues é sim preciso alguns ‘testes’, neles são necessário, força, agilidade, inteligência e principalmente ser bons em tiro! – explica Georg.

-Que loucura, até inteligência é preciso, achava que todos os bandidos fossem burros! – me revoltei balançando a cabeça em negativo.

-Sim é tudo uma loucura, por isso tivemos que fazer o que fizemos...

-E o que fizeram? – o interrompi.

-Tiramos os dois do nosso caminho e roubamos suas identidades! – diz Georg na maior tranqüilidade.

-Vocês são do mal! – brinquei me fingindo de medrosa.

-Você ainda não viu nada, senhorita Anne Kirsten! – finalizou Gustav.



Nosso embarque foi anunciado, e assim fomos à direção do avião...

1 comentários:

Unknown disse...

Vish, vai começar a ação! HUAHAUAHAUHAUAHAAHAUAH
Que lindos, esse G's, af como essa fanfic me encanta!
A música acabou junto com o capítulo, geeente que do mal. HUAHAUAHAUAHAU
Indo pro próximo, Lê. ♥
xx,
Vanessa.

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