- Marco ficou sem mercadoria e com alguns homens gravemente feridos! – comemora Tom dentro do caminhão ao perceber seu celular tocando. –Alô?
-Tom, Anne está com você? – perguntou Victor do outro lado da linha.
Tom tremeu de imediato com aquela pergunta.
-Se está... Comi... Comigo? – pergunta gaguejando. –Victor não me faça essa pergunta idio...
-Merda ela ficou lá Tom, Anne não está conosco nem no outro carro, a perdemos cara!
Tom foi interrompido por Victor já em desespero, não pela perda de Anne e sim pelo fato de receber o “castigo de Bill”.
-Merda digo eu Victor, Bill vai nos matar, e eu vou matar a Soraya...
-Eu? – pergunta a mesma de longe.
-Sim você sua inútil, deixei bem claro para cuidar de Anne, e olha só o que aconteceu, Victor quem está no outro carro?
-Mateus e Leo.
-Mande-os até o local verificar se Anne não está por lá. E assim que adentrar os portões da casa liga os dispositivos dela para a busca! – ordena ainda inquieto.
-Ok.
***
-Nunca a vi ao lado deles! – diz um cara gordo e asqueroso.
-Deve ser nova, mas não duvido nada que tenha caso com algum deles, ela é linda! – diz outro de barba, magro e esquisito.
-Onde estou? – Anne acordou assustada.
-Ora, a bonitinha acordou! – aquela voz a fez se arrepiar por inteira.
-Prazer linda. Marco Di Luka! – apresenta-se um homem bonito, olhos azuis profundos e corpo médio.
-Deixe-me ir! – pede vendo um sorriso perverso aparecer no rosto do tal Marco.
-Não antes de me dizer para onde levarão a mercadoria.
-Mesmo se soubesse não te diria! – diz sorrindo debochadamente sentindo uma lágrima cair.
-Veremos se não dirá...
***
Tom e o restante entraram rapidamente na mansão assustando Bill que cochilava em um sofá na sala principal.
-O que houve? Cadê Anne? – pergunta ainda assustado vendo Tom correndo até a sala de reuniões.
-Não sei ainda o que houve, ela desapareceu...
-O que? Tom a deixei em sua responsabilidade, como você pôde? – pergunta Bill nervoso.
-Foi um erro meu eu sei, mas deixei a Soraya de olho nela, juro que ainda hoje darei a ela o que merece por essa burrice! – diz Tom ainda mais nervoso ligando uns aparelhos. –Liga o microfone e o GPS dela! – ordena á Victor.
-Ta dando erro no GPS, porém o microfone esta começando a se estabelecer...
***
-Ok, não vai mesmo dizer?
-É a voz de Marco. Como aquele desgraçado conseguiu pegar Anne, Tom?
-Shhh silêncio Bill! – pede Tom.
-Nunca, podem me matar se quiser, mas não direi uma só palavra!
-Ok... Vai!
Assim que deu a ordem, o cara gordo enfiou seu rosto numa espécie de bacia enorme cheia de gelo me deixando por longos segundos em baixo d’agua.
Anne voltou ofegante e gemendo muito.
-Merda aquele desgraçado está torturando-a, vai logo Victor rastreia essa merda! – ordena Tom gritando nervoso.
-Está difícil Tom, eles devem estar em algum lugar também protegido contra esse tipo de tecnologia!
-Porra dá um jeito e encontre-a, AGORA! – grita dessa vez Bill mais do que nervoso.
-Ta difícil cara, vou ter que apelar!
-Então apele logo porra! – gritava Bill ainda furioso.
-Tem certeza que não irá dizer garotinha? – perguntava Marco, calmo.
-Nunca, já disse me matem, mas não irei entregá-los! – Anne chorava incessantemente.
-Dê mais do que ela tanto deve gostar!
E mais uma vez mergulharam a cabeça de Anne na grande bacia cheia de gelo e água.
Dessa vez o gordo exagerou, Anne desmaiou com os longos 4 minutos com a cabeça dentro d’agua.
-Por que parou? O que houve, por que ela não fala nada...
-Fique quieto Bill!
-Ela desmaiou Marco, o que fazemos com o corpo?
-Leve-a para o quarto dos fundos, quando acordar torture mais até dizer para onde eles levarão a mercadoria!
-Desgraçado, se fizer algo com Anne, irei pessoalmente acabar com ele, juro que mato Marco aos poucos... – antes que terminasse Bill parou ao ouvir os gritos de Anne acordada.
-Deixe-me ir embora, por favor? – pedia aos prantos.
-Embora? Não, você não vai embora, irei obedecer meu patrão, irei te torturar até confessar, mas antes, será mulher de todos aqui, primeiro claro, será minha mulher... Depois deixo os outros brincarem um pouquinho com esse corpo exuberante! – diz o gordo asqueroso passando suas mãos nas coxas de Anne.
-Nem ousa tocar em mim, irá se arrepender... – Anne foi interrompida pelo riso macabro do gordo em sua frente.
-Me arrepender? Nunca, será a melhor noite de minha vida...
Ao dizer isso Anne começou a gritar desesperadamente, o Gordo deitou-se por cima de seu delicado corpo tirando com brutalidade sua roupa, Anne chorava arduamente, e começou a chorar mais ainda quando foi praticamente rasgada pelo gordo, seus gritos de dor eram angustiantes, ela pode sentir seu sangue sendo esparramado pelo chão frio onde estava sendo brutalmente abusada, desejava a morte daquele que tirara sentimentos bons que ainda lhe restaram, pedia sua própria morte naquele momento.
Percebendo que não iria se calar, o cruel estuprador tampo-lhe a boca com um pedaço de pano sujo que havia perto do mesmo, começando a bater na garota depois do abuso, seus braços já roxos não tinham mais forças para proteger seu rosto cheio de hematomas provocados pela água gelada, seu corpo fora brutalmente dilacerado, e sua alma agora suja pelo ódio que a possuía, só pedia uma coisa... Vingança á todos.
-Porra Victor você não está ouvindo isso? Ela ta sendo estrupada merda, dá logo um jeito de encontrá-la! – gritava Bill segurando as lágrimas.
-Calma cara... – dizia Victor também com lágrimas no olhar. – Consegui, porra consegui! – gritava feliz.
-Onde, fala logo! – ordena Tom impaciente
-Ländlichen Raum, isso é quase aqui perto, uma parte rural abandonada! – explica já se levantando pegando sua arma.
-Então vamos logo! – ordena Bill se preparando.
Bill pegou seu “pequeno” fuzil em cima de uma mesa, Tom se preparou com uma submetralhadora potente, os outros tinham em punho as melhores pistolas do arsenal “Kaulitz”.
Soraya foi à única que não se mexeu, ao ouvir os gritos angustiantes de Anne sendo brutalmente violentada se encolheu num canto pensando na idiotice que fez... Estava com dor na consciência, e ao mesmo tempo imaginando em seu castigo quando Anne voltasse aquela casa.
A zona rural ficava próximo ao aeroporto de Hamburg, os carros de Bill e Tom iam a toda velocidade, como se tivesse sendo perseguidos por policiais famintos por suas almas perigosas, Bill tinha ódio no olhar, ouvir sua protegida sendo violentada foi à gota d’agua, todo seu desejo no momento era estraçalhar aquele que abusou de sua “mulher”, a única que conseguiu despertar algo em sua alma fria e sozinha. Ele e Tom eram os únicos que podiam tocar em Anne, e isso com certeza não ficaria assim.
Pararam um pouco longe do local, viram luzes acessas numa pequena cabana escondida no meio do mato, foram cautelosamente até a mesma, ouviram mais uma vez os gritos de dor vindo de Anne, estava mais uma vez sendo torturada.
Tom não agüentou e sem ordem de Bill entrou atirando para todos os lados, matou três e com um chute certeiro conseguiu abrir a porta onde Anne estava, dessa vez era o magro que estava por cima enquanto o gordo observava toda a ação impiedosa, Bill empurrou Tom acertando em cheio um tiro na cabeça do homem por cima de Anne, essa que se calou ao sentir sangue escorrendo em seu rosto.
O gordo sem proteção estava assustado, Victor e Mateus estavam do lado de fora de vigia, Bill e Tom junto de Leo estavam dentro retirando Anne.
Bill a cobriu delicadamente com um lençol que logo fora manchado com seu sangue, Tom a pegou em seus braços perguntando num sussurro o que Anne queria que fizesse com o gordo.
-Atire em seu ponto fraco, assim nunca mais irá tocar novamente em uma mulher, deixe-o agonizando até a morte... Até a morte! – repetiu lentamente com frieza no olhar, logo desmaiando de dor no colo de Tom...
2 comentários:
O.O Eu fico tão Tensa nesses capitulos!
Me deu um arrepio que percorreu meu corpo inteiro de nojo desses asquerosos nojentos repugnantes!
E um aflito junto com o Bill, e um ódio mortal de Soraya. Essa ai, Anne tem que, pessoalmente cuidar do castigo dela! E muito bem planejado! Affê, que ódio dessa garota imbecil!
eu tinha que estudar, mas comecei a ler e não parei mais. oh, Gott, nem tah perfeita, quase!
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