terça-feira, 3 de maio de 2011

Capítulo 22 - My Own Prison



"Silencia-se agora o som
Minha respiração é único movimento ao redor..."

Creed - My Own Prison


Diário de Anne Kirsten.



A noite anterior foi estranha para mim, a frieza de Bill me fez despertar um alguém até então desconhecido, infelizmente não consegui tirar sua frieza do pensamento, merda eu realmente estou me apaixonando por ele, mas Julie Reverbel não se apaixona, não ama, não tem piedade.

Dormi em um quarto de hospede, não estava a fim de ver a cara estúpida de Bill.

Essa semana será difícil, terei treinamentos de invasão com Tom, estou com medo confesso, mas terei de me dar por completo para conquistar a confiança de Gordon.

Espero que essa semana passe rápido e que tudo dê certo...



-Anne? – Tom bate na porta me procurando, escondi rapidamente meu diário e fui atendê-lo.

-Bom dia! – o desejei abrindo a porta sorrindo, ele não demonstrou o mesmo, olhou ao redor do quarto voltando seu olhar para mim estranhando algo. –O que foi?

-Por que dormiu aqui? O que houve entre vocês? – pergunta ainda estranhando.

-Brigamos... Eu acho! – respondi confusa.

-Tem algo a ver com essas marcas em seu rosto? Sei lá, a briga que teve com vai saber quem!

-Não, nada a ver... Enfim, quando começaremos os treinamentos? – mudei de assunto, animada.

-Não creio que esteja animada para um roubo? – pergunta incrédulo.

-Lógico que estou Tom, é meu primeiro roubo, quem não estaria? – brinquei sorrindo.

-Você é louca Anne! – diz balançando a cabeça, olhei para um lado e outro me certificando que não havia ninguém e o puxei para meus lábios.

-Sou louca por novas aventuras Tom! – finalizei desgrudando meus lábios dos dele pedindo passagem para descer.



O café da manhã foi normal, mesmo com a frieza de Bill que não falou uma palavra sequer, em seu olhar pude perceber a vontade de conversar, mas nada, fiquei então calada, ele foi o errado e eu sou orgulhosa demais para correr atrás.

Tom esperou que eu terminasse, levantei-me apressada, fui até Bill dei um beijo em sua testa e fomos para o primeiro dia de treinamento...


Uma semana depois...


Diário de Anne Kirsten.



Hoje é o dia, Eva ainda não voltou de viagem e nem ao menos ligou, soube de noticias dela por Gustav, esse que estava super preocupado comigo, pediu para Tom ir conosco, não entendi o porquê, pois todos estavam tentando fugir dessa “missão” e logo ele se ofereceu? Muito estranho!

Tom me ensinou muitas coisas, estávamos uma pilha, Bill e eu ainda não estamos muito próximos, essa semana não tive tempo para me entregar a ninguém, por mais que Tom tentasse a cena de Bill me dando um gelo me broxava na hora...



A noite logo chega, Gordon estava na casa dos Kaulitz super ansioso com o momento, Bill estava sentado apenas observando Tom e eu arrumar as bolsas.



-Nicole tem certeza que quer mesmo se arriscar? Por favor, não faça nada que possa se arrepender! – diz Gordon preocupado.

-Não se preocupe vai dar tudo certo! – afirmei colocando uma das mochilas nas costas indo até Bill.



Mesmo com todo ódio que estava sentindo dele, me ajoelhei em sua frente com o olhar bem fixo ao seu.



-Não vai me desejar boa sorte? – perguntei o vendo me encarar também.

-Não!

-Você quer que eu me ferre não é? – senti uma pontada no peito.

-Da ultima vez que te desejei boa sorte, deu no que deu, eu não queria que você fosse, ainda mais sendo para ele, não quero ter a infeliz noticia de que foi pega pela policia! – diz tentando disfarçar sua preocupação.

-Ok, então para garantir levarei o gosto da sua boca, para o caso de nunca mais senti-la!



Foi então que me levantei indo em direção a seus lábios, o beijei suavemente realmente sentindo seu gosto, e para minha surpresa ele não recusou o beijo.


Saí sem olhar para trás, fomos todos para um furgão alugado por Tom.

A noite estava fria e nublada, os muros altos em torno do museu pareciam sombrios e ameaçadores.

Parei na sombra, vestindo um macacão preto, sapatos de sola

de borracha e luvas pretas e flexíveis tambem de borracha, carregando uma bolsa no ombro.

Senti um tremor involuntário percorrer meu corpo ao lembrar dos abusos que passei ao ser pega pelo inimigo dos Kaulitz.

Fui até o furgão alugado já encostado no muro do museu, pude ouvir um rosnado estranho, olhei para Tom que já estava saindo do mesmo e vi um outro carro sendo estacionado logo atrás do nosso.



-O que está havendo? – perguntei curiosa e assustada ao mesmo tempo.

-Ta ouvindo esse rosnar? Há um doberman louco por carne humana, se entrarmos nessas condições, ele acabará com todos nós! – ele com certeza disse aquilo para me assustar.



Antes que eu pudesse perguntar o que fariamos, um homem franzino, de meia-idade, saiu do carro de trás puxando uma fêmea doberman. A cadela estava no cio e o tom dos latidos no outro lado do muro mudou rapidamente para um ganido excitado.

Tom ajudou a levantar a cadela para o alto do furgão, que

tinha quase a mesma altura do muro.



-Um... dois... três... – sussurrava Tom para o homem.



Os dois empurraram a cadela por cima do muro para o interior

do museu. Houve dois latidos bruscos, o barulho de um

cachorro a farejar, depois o som dos animais correndo para

longe. Houve silêncio em seguida. Tom então virou-se para mim.



-Vamos! – sorriu de canto.



Acenei com a cabeça e fui até o furgão, desenrolei uma escada de corda e prendi na beira do muro.

Nós dois descemos para a relva lá embaixo. O museu estava banhado por uma escuridão intensa, mas não foi dificil de executar o plano.

A arquitetura por ser parecida com a de um castelo tinha pequenos tijolinhos que se formavam em uma especie de escalada, testei um ou dois para saber se aguentaria o peso de meu corpo e comecei a subir, sempre olhando para baixo procurando pelos cachorros.



“Espero que fique ocupados por muito tempo” – pensei aflita.



Cheguei até o telhado com certa dificuldade, dei sinal para Tom e fiquei esperando enquanto ele subia, acendi uma lanterna de fecho mínimo e pude perceber que a parte do telhado que estavamos e precisariamos entrar era de vidro, olhei para Tom sem saber o que fazer, foi então que o mesmo puxou sua bolsa de lado e pegou um pequeno cortador de vidro, durou cinco minutos até o corte perfeito para passagem de nossos corpos, abaixei mais os olhos e constatei que o caminho se achava bloqueado por uma teia de fios de arame.



-Pode dar um jeito nisso Tom? – perguntei ficando ainda mais nervosa.

-O Tomzinho aqui sempre dá um jeito! – responde orgulhoso.



Ele enfiou a mão no bolso e tirou um fio com 30 centímetros de

comprimento, um grampo em cada ponta. Deslocando-o lentamente, determinou o início do fio do alarme. Desencapou-o e prendeu um grampo ali. Depois, pegou um alicate e cortou o fio com todo cuidado. Confesso que fiquei tensa, esperando pelo som do alarme.

Mas o silêncio persistiu. Tom então levantou seu olhar malicioso mostrando serviço feito.



Usamos então a segunda escada de corda para descer pelo telhado, até ali estava tudo bem. Haviamos alcançado o sotão com segurança.

Mas quando pensei que no que viria pela frente, meu coração começou a bater forte, no meio do caminho senti as mãos de Tom me parar, ele tirou de sua bolsa dois óculos de proteção com lentes vermelhas, entregou um para mim e colocou o outro.

Tom parecia ter sentido o cheiro do perigo, assim que que colocamos os tais óculos, vimos vários alarmes infravermelhos espalhados pela museu formando fachos invisiveis entrecruzados.

Aquilo seria um grande problema, comecei a respirar rapidamente tentando relaxar enquanto Tom observava os fachos, pensando numa forma adequada para ultrapassa-los.



-Quando uma pessoa entra num desses fachos, nada acontece, mas quando sai o sensor detecta a diferença na temperatura, aí já era, esse esquema foi armado para soar antes do ladrão abrir o cofre, não lhe dando tempo para fazer qualquer coisa antes da chegada da polícia. – explica Tom quase que sussurrando.



Não falei nada depois dessa explicação, Tom então observou melhor os fachos, tentando encontrar uma maneira de manter o alarme silencioso mesmo depois de abrir o cofre onde se encontrava o diamante.

A solução veio quase seis da manhã, já estava exausta de olhar para tantas luzes vermelhas ao redor.



-Passe por baixo... – Tom me avisou cauteloso. -E tome todo o

cuidado.


Rastejamos por sob o facho. Fomos para um corredor às

escuras, que levava ao cofre do diamante.

Acendi a lanterna e segui em frente, através dos óculos infravermelhos, avistei mais um facho, este muito proximo ao chão do cofre, cautelosamente pulei por cima, Tom se encontrava logo atrás de mim.

Pelo caminho não deixei de notar os caros quadros que ali havia, olhei para Tom que me sorriu perversamente, indo até um quadro de Leonardo da Vinci.



-Gordon só terá lucro na jóia, já nós dois teremos muito mais com essas preciosidades! – diz rindo maliciosamente tirando o quadro da parede.



Tom o colocou no chão removeu cuidadosamente a tela da moldura, enrolou-a e guardou na bolsa, agora só restava o cofre que ficava um pouco a frente de onde estávamos, esse era coberto por uma cortina vermelha de seda.

Ao abri-la senti um arrepio tomar conta de meu corpo.

Quatro fachos infravermelhos atravessavam o caminho até o cofre. Olhei para eles decepcionada.



-Droga Tom não dá pra passar por eles, os fachos são muito rentes ao chão para se rastejar por baixo e muito altos para pular por cima! – resmunguei o vendo pensativo.

-Quero que faça exatamente o que eu mandar Anne! – diz olhando para os fachos. –Agora vem, ande comigo, primeiro o pé esquerdo.



Juntos damos o primeiro passo na direção dos fachos, depois outro.



-Oh Deus Tom, vamos entrar neles! – falei medrosa.

-Isso mesmo! – diz sério.



Avançamos diretamente para o centro do fachos, ao ponto que se dirigia ao cofre. Tom parou.



-É agora Anne, quero que preste toda atenção. Vá até o cofre...

-Mas os fachos...

-Não se preocupe. Não haverá nenhum problema.



Tom torcia fervorosamente para estar certo, hesitante afastei-me dos fachos infravermelhos. O silêncio não foi rompido, virei a cebeça e fitei Tom com os olhos enormes e assustados pelo fato de não ter rompido o alarme.

Tom se colocou no meio dos fachos, o calor de seu corpo impedia que os sensores soassem o alarme.

Foi então que me apressei indo para o cofre, Tom permanecia completamente imovel sabendo que o alarme soaria no instante em que se mexesse.

Pelo canto do olhos ele me observava, e podia ver que estava executando o trabalho do jeitinho que havia me ensinado, retirei algumas ferramentas da mochila e comecei a trabalhar imediatamente no cofre.

Tom respirava lentamente, parecia que o tempo parou e eu estava numa eternidade para abrir o cofre, olhei para ele percebendo que estava sentindo algum tipo de dor, com certeza era sua panturrilha que comecará a doer devido a posição que estava, me apressei para não decepcioná-lo, tinhamos pouco tempo até o museu ser aberto.



-Quanto tempo? – pergunta sussurrando com dificuldade.

-Mais uns dez ou quinze minutos!



Já estava entrando em desespero, o ver rangendo os dentes devido a dor me angustiava, percebi que o mesmo gemia agora pelas cãibras, mexendo no cofre sem tirar os olhos de Tom, ouvimos juntos um estalo. Finalmente o cofre estava aberto.

Entrei rapidamente, peguei o diamante que estava por cima de uma almofada delicada e pude perceber outras jóias mais, lembrei de Tom e as peguei tambem.



-E agora como sairemos daqui sem romper os fachos? – perguntei já com tudo nas mãos.

-Não o faremos! – responde me deixando aturdida.

-Como? – perguntei incrédula mais medrosa ainda.

-Fique na minha frente! – ordena Tom com a voz embargada pela dor.

-Mas...

-Faça o que estou mandando Anne!



Em pânico total, avancei pelo facho.Tom prendeu a respiração, nada aconteceu.



-Muito bem. Agora, bem devagar, vamos recuar para fora da área dos fechos! – ordena atento aos fechos.

-E depois?


Meus olhos pareciam enormes por trás dos óculos infravermelhos.



-E depois meu anjo... Sairemos correndo...



Meus pêlos se arrepiaram de medo e logo pude sentir o perigo bem perto de mim... Minha respiração estava acelerada, o coração queria sair pela boca, aquele alarme soaria assim que Tom saisse dele, tudo poderia se perder num só segundo, qualquer vacilo nosso, seria o fim...




Desculpem pela demora, estou passando por uns dias ruins, e nem paro pra arrumar fanfic! =/

Esse capítulo, não é totalmente escrito por mim, foi inspirado numa cena do livro Se Houver Amanhã do meu querido Sheldon, mas foi só nessa cena, viu!? rs


Beijos e até o próximo.


5 comentários:

Nayara disse...

AAAA Esse capítulo é eletrizante. Eu sempre fico tensa nessa parte. Muito tenso cara. Muito tenso. Corre logo daí gente! Socorr KKK

Deborahcaf disse...

ahhhh correeee genteeeeeeeeeeee uhauhauh

Que dahr...mta emoção!!

Unknown disse...

AAAIN CAAAAAAAAAAAAAAAARA! Depois de tanto tempo que entrei no blog, voltei e BUUUUM! JUSTO nessa cena maravilinda à lá Titio! Ai eu adoro, adoro e adoooooooooro a humanidade da Julie... foi se vingar, se apaixonou, super animada pra treinar, mas na hora do vamos ver cadê a frieza? É pura emoção *-*
Tá vendo, não posso ler fanfic sua que já saio falando esses tipos de coisa! EITA NÓIS
PRETA, o design do blog tá lindo assim, e nem preciso comentar que ter o vídeo do youtube na mesma página que o texto é um vantagem gigantesca em comparação ao Nyah.

Parabéns mais uma vez, pela fanfic, pela história, pela coragem de repostá-la!

Beijos estalados da eterna leitora bobona Káh Kaulitz. rs

Japaah disse...

AAAAAAAAAIII CARAMBA !
anciosa para o próximo capitulo genteeeee alokaa o.o
Bill seu besta! Tenho certeza que ficou todo mole quando Anne beijou ele.
Eita que adrenalina do carai nesse cap viu ....
Querendo muito ler o próximo ;P

Dann disse...

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA eu prendi a respiração o teeeeempo todo durante o roubo. MEU DEUS muuito perfeito!! e eu q achava que a fanfic tava perdendo a ação... pena que ainda n tem o 24 :( vou aguardar ele beem ansiosa

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