O vôo sairia às onze da noite, seria o ultimo vôo daquela sexta fria na linda Alemanha.
Ainda era 21h quando Tom e eu subimos para seu quarto.
Ao entrarmos ele foi direto para o closet e eu deitei em sua cama.
- Por que não deixou a empregada arrumar sua mala?
-Não quero nenhuma velha fuxiqueira mexendo nas minhas coisas! – responde me fazendo rir.
-Eu sei por que você não gosta que elas mexam em suas coisas... – comecei olhando divertida pra ele. -Promete pra mim que vai parar? Pelo menos que vai tentar? – continuei ficando séria.
-Anne, pare de andar com o meu irmão, você esta ficando chata igual a ele!
-Bom, não te prometo nada, vou continuar pegando no seu pé! – afirmei sentando na cama.
-Anne, falar em pegar em “alguma coisa” eu levo 10 ou 15 camisinhas? – pergunta maliciosamente.
-Tom vamos ficar apenas dois ou três dias! – comentei sorrindo.
-Ok! Entendi... Melhor levar 20 então! – nós dois rimos
Tom era muito divertido. Diferente de Bill, esse já era mais sério, cheio de responsabilidades, concentrado e mandão.
Tom era descontraído, meninão, e isso o fazia diferente.
Como duas pessoas poderia ser tão diferentes?
Diante de tal pensamento acabei voltando à realidade, comecei a pensar em meus pais e nessa viagem.
-Ta tudo bem com você Anne? – pergunta percebendo meu silêncio.
-Normal! – respondi sem olhá-lo.
-A França te trás más lembranças não é?
-Muitas, é por isso que decidi sair de lá!
-Entendo, deve ser triste perder os pais assim tão cedo, Bill e eu também perdemos o nosso bem cedo, muito até!
-Sinto muito!
-Também sinto por você! Olha se não quiser fazer nada do que Gordon quer, não se preocupe, faço tudo sozinho até por que não vou deixar você sujar suas mãos com sangue de outra! – diz pegando em minhas mãos.
-Não se preocupe, eu posso fazer sem problemas! – adverti segura de que arrumaria uma solução.
-Ok vamos descer, tenho certeza que Bill quer se despedir do seu próprio jeito da princesinha dele! – finaliza sorrindo me pegando pelas mãos.
Descemos direto para o escritório de Bill, ele quieto apenas me observou entrando com Tom, pediu para o mesmo nos deixar a sós e logo me chamou para seu colo.
-Já deixei Tom bem avisado, se você não quiser fazer nada do que...
-... Gordon ordenou, eu não preciso fazer! – completei fazendo carinha de “já sei, já sei”.
-Hmm já está sabendo então? – pergunta cheirando meu pescoço.
-Sim, sim, e repito a você o mesmo que disse para Tom, está tudo bem Bill, nunca matei, mas essa poderá ser a primeira vez! – falei como se aquilo fosse à coisa mais natural do mundo.
-Toma cuidado, não quero ver um arranhão se quer no seu corpo!
-Tudo bem senhor perfeição, não deixarei que isso aconteça! – assegurei beijando sua testa. –Vai sentir saudades? – perguntei mexendo em seu cabelo.
-Não! – começa frio. –É capaz eu morrer de saudades! – finaliza levando meu rosto até o seu.
O beijo foi calmo. Calmo o suficiente para nos sentirmos a vontade um com o outro.
Suas mãos acariciavam delicadamente meus cabelos soltos e as minhas os seus. Sua suave respiração me trazia o melhor dos sentimentos, o sentimento de ser amada por um homem maravilhoso, delicado e ao mesmo tempo inseguro, sim Bill mostrava insegurança em seu beijo, podia sentir que aquele beijo queria me dizer algo. Algo que nunca sua boca poderia pronunciar, com palavras ditas e ouvidas.
Aquele beijo calmo me fez ter a mais deliciosa idéia no meu ultimo dia ali até minha volta.
-Toma banho comigo? – perguntei num sussurro ao desgrudar nossos lábios.
Bill não respondeu apenas me levantou vindo junto e abraçado a mim fomos em direção a seu quarto.
Chegamos já tirando nossas roupas, o desejo aumentava assim como o ritmo de nossos beijos.
Não fomos direto para o banheiro, mas sim relembramos nossa primeira noite juntos, Bill me levantou na altura da cômoda de seu quarto, arrancou minhas lingeries e me sentiu em sua boca.
Seus movimentos eram lentos, coisa que me fazia enlouquecer ainda mais.
Começou a subir suavemente fazendo o caminho com beijos molhados e quentes, chegou a meu pescoço com a respiração ofegante, olhei para o relógio, dez da noite, teria apenas meia hora para tomar banho e me mandar para o aeroporto.
O puxei para dentro do banheiro abrindo rapidamente o chuveiro.
-Pra que tanta pressa? – pergunta me ajudando a passar o shampoo no cabelo.
-O vôo sai ás onze Bill! – respondi o vendo sorrir.
-Deveria ter chegado mais cedo! – se arrepende passando dessa vez o sabonete no meu corpo.
-Mas o pouco tempinho que fiquei com você, foi melhor que qualquer tempão fazendo e fazendo sem parar! – brinquei o beijando.
-Tom é que vai ficar feliz com esse tempo longe de mim e com você! – diz sorrindo.
-Ué por que acha isso? – perguntei terminando de me enxaguar.
-Por que das vezes que você ficou com ele, praticamente eu estive em todas! – responde rindo.
-Verdade, tadinho!
-Tadinho? Então você queria ter mais tempo com ele? – pergunta erguendo uma sobrancelha.
-Talvez! – respondi o provocando ficando de costas.
-Não brinca comigo Anne! – alerta dando uma leve mordida em meu pescoço me fazendo soltar um gritinho.
-Bill não faz isso! – resmunguei pegando rapidamente a toalha.
-Quando voltar acertaremos nossas contas mocinha! – alerta me fitando dos pés a cabeça.
-Pagarei do jeito que melhor lhe agradar! – falei piscando maliciosamente.
Bill sorriu também pegando uma toalha.
Troquei-me rapidamente, vesti um jeans comum apertado, uma jaqueta preta de couro apertada ao corpo e como sempre botas também na cor preta.
Desci correndo vendo Tom andando de um lado para o outro.
-Caraca, pensei que a despedida dos pombinhos não iria terminar nunca mais! – reclama pegando as malas já saindo.
-Ain que exagero! – brinquei dando o ultimo beijo em Bill. –Te adoro, meu emburradinho lindo! – me despedi entrando rapidamente no táxi onde Tom acabara de colocar as malas.
Durante todo o trajeto Tom e eu ficamos num silêncio total.
Só quando chegamos ao aeroporto e já dentro do avião trocamos algumas palavras.
-Se existe algo nessa vida que me dá medo, pode ter certeza que é avião e altura! – comenta segurando firme em minha mão.
-Perdi o medo das coisas muito cedo! – falei séria.
-Anne você nunca me disse o que houve com seus pais, mas também se não quiser não precisa dizer!
-Eles foram assassinados Tom, e realmente não quero lembrar-me disso!
-Ok não falaremos, mas podemos começar a planejar o jeito que usaremos essas camisinhas! – diz fazendo cara de pensador.
-De todos os jeitos e posições possíveis! – sussurrei em seu ouvido rindo.
-Wow que delícia, finalmente terei a ruivinha totalmente para mim, delícia, delícia! – finaliza esfregando as mãos sem perceber que o avião havia decolado.
Deitei minha cabeça nos ombros de Tom e fui dormindo de Alemanha até França...
Chegamos pela manhã no país, Tom não conseguiu dormir nenhum pouquinho durante toda a viajem, somente “guardou” meu sono.
Fomos ainda exaustos para o hotel mais perto de Adele, a cidade que a tal velha ainda morava.
Assim que chegamos, foi entregue a Tom um envelope. Nem dei muita importância e subi antes dele para o quarto.
Cheguei me jogando na cama enorme daquela suíte, estava satisfeita por ter pisado em solo firme.
Tom abriu e fechou a porta rapidamente, me assustei com a forma pela qual o mesmo a bateu.
Levantei-me rapidamente o encarando, ele estava mais branco do que já era.
-Quem é você? – pergunta me fazendo estranhar a pergunta...
2 comentários:
Eu estou aqui ainda! KKKK GENTE! BAFÃO BAFÃO ASJDKLAD Será que o Tom vai descobrir agora? tchan tchan tchan...
Ai caracaa eles ja vao descobrir sobre ela???
Alee posta rápido minha filha...o.O
Mas os Kaulitz juntos...hummm é como a Anne disse rs que eles sao taoo direntes e juntando...que estrago kkk #brisa
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