O vôo saiu às 22h, lógico que tanto Tom como até mesmo eu queríamos que aquilo tudo terminasse logo, ambos tínhamos um medo horrendo de avião.
O vôo apesar de tenso correu bem, não tocamos uma palavra sequer no caminho, chegamos pela manhã na Alemanha, ainda estava frio.
Fomos de táxi mesmo até a mansão, ao chegarmos, Tom foi direto ao seu quarto e eu para o de Bill.
Ele dormia serenamente, parecia uma criança sonhando feliz, um sorriso se esboçou ao sentir que alguém acabara de se sentar ao seu lado, Bill reconheceu meu cheiro.
-Pensei que iriam demorar mais! – comenta abrindo os olhos lentamente.
-Senti saudades do meu dono, não posso? – beijei sua bochecha.
-Fala sério Anne, com Tom ao seu lado sentiu saudades de mim? Conta outra! – debocha se sentando na cama e começando a me observar. –Ele te fez bem nesse único dia, seus olhos estão brilhando como duas pequenas esmeraldas! – continua pegando em meu queixo.
-Não é por ele, é por você que estou assim! Bill, antes de Tom, sempre virá você, é você meu dono principal, o cara que manda e desmanda em mim, ele nunca terá essa honra! – brinquei deitando-me em seu colo.
-Sei, sou dono, sempre que tento impor minha autoridade aqui, você simplesmente surta! Mas sabe que adoro isso em você? Acho perfeito quando você dá esses pitis! – comenta rindo.
-Pitis? Eu não dou pitis! – resmunguei levantando-me de seu colo para encará-lo.
-Dá sim, e uns bem engraçados! – continua zombando vendo eu me levantar. –Ficou com raiva? – pergunta com uma carinha engraçada.
-Não, levanta e vamos tomar café, estou faminta! – ordenei indo até meu closet pegar algo mais leve para vestir.
-Ok patroa! – zomba mais uma vez rindo.
Bill entrou no banheiro e eu fui me trocar, peguei meu colar e antes de colocar em uma bolsinha pequena de pano o beijei deixando uma única lágrima cair de meu olho.
-O que é isso? – pergunta Bill me abraçando por trás.
-O colar da garota que matamos! – comentei disfarçando para secar a lágrima.
-Hmm, me deixa ver! – diz pegando o saquinho e abrindo.
Bill abriu o saquinho e começou a observar o colar estranhando algo.
-Anne, eu posso estar errado, mas eu já vi você com...
-Viu errado Bill! – o interrompi pegando o saquinho de sua mão junto do colar.
-Ok... Vi errado! – diz dando de ombros. –Vai dá-lo a Gordon como prova? Um colar?
-Quer prova mais pessoal do que um colar Bill? – já estava ficando nervosa com tanta pergunta.
-Ok, ok não precisa ficar nervosa por causa daquele cara!
-Desculpa Bill, é que visitar o túmulo dos meus pais não foi fácil! – tentei mudar de assunto indo abraçá-lo.
-Seus pais estão enterrados na França? – pergunta curioso.
-Sim claro!
-Mas não são alemães? Sei lá, acho que deveriam ser enterrados aqui, no país materno! – eu nem estava me lembrando desse detalhe.
-Meus avôs ainda moram na França Bill, queriam que eles fossem enterrados lá...
-Você tem avôs? Por que nunca me disse?
-Ain Bill chega de perguntas, por favor? Quero comer pode ser? – perguntei tentando fugir do “interrogatório Bill Kaulitz”.
-Ok, vamos! – concorda por fim me abraçando de lado.
Após tomarmos café ficamos conversando por horas na beira da piscina, tentava de todas as formas fazer Bill esquecer o maldito colar.
Mas disso ele com certeza não iria se esquecer tão cedo.
-Eu ainda acho que já te vi com o colar! – mudou o rumo da nossa conversa, deitado na espreguiçadeira ao meu lado.
-E eu já disse que não viu! – resmunguei fazendo bico.
-Anne... – se virou para mim. –Sei que tem algo que você me esconde, mas ainda não consegui descobrir, se um dia eu chegar a descobrir e for algo que eu não aceite de forma alguma... Eu te mato! – diz tranquilamente se levantando e entrando na casa.
Engoli em seco percebendo aquela voz ecoar em minha mente, levantei rapidamente necessitando de meu diário.
Fui correndo para o quarto, fechei a porta e o peguei.
Diário de Anne Kirsten.
Esses dois últimos dias foram de surpresas e medo para mim.
Medo por que se Bill descobrir sobre quem sou verdadeiramente, eu simplesmente estou lascada.
E surpresa porque ouvi um “eu te amo” de mais um deles, e devido a isso meus sentimentos voltam a se confundir, gosto do Bill por ser mandão e birrento, e do Tom por ser bruto e sexy.
Agora Tom já sabe de meu segredo, se Bill descobrir que ele soube antes mesmo dele, nossa, vou sofrer muito nas mãos dele...
-Anne? Por que fechou a porta? – era Bill batendo.
-Hã? Nossa fechei sem querer! – gritei indo guardar o diário antes de abrir a porta. –Pronto! – abri por fim sorrindo.
-Ta escondendo algo de mim pra fechar a porta?
-Não amor, fechei por engano! – respondi sorrindo o puxando para a cama.
O deitei na cama me deitando por cima dele, começamos nos beijar lentamente, queria sentir a boca de Bill em contato a minha, ouvir sua respiração enquanto me beijava, e seu toque em minha cintura.
Ele me virou ficando por cima dessa vez, me olhou nos olhos e respirou fundo para fazer o pedido.
-Semana que vem terá um concerto importante aqui no país, minha mãe nos convidou para acompanhá-la já que Gordon irá viajar a “negócios”, você vem comigo? – pergunta indo beijar meu pescoço.
-Claro, mas concerto do que?
-Hmm... Ópera! – responde fazendo uma caretinha.
-Argh, odeio ópera, mas pela sogrinha topo tudo! – afirmei dando-lhe um selinho.
-Bom mesmo, aliás, ela é sua sogra duas vezes! – diz revirando os olhos.
-Nossa por que diz isso?
-Tom já me contou da noite de vocês!
-Caraca, mas precisava contar? – perguntei saindo pelo lado.
-Somos irmãos Anne, Tom me conta tudo... Absolutamente TUDO! – calafrios percorreram meu corpo.
-Tudo? – minha voz saiu embargada.
-Sim, tudo! Agora volta pra cá vai! – diz rapidamente batendo na cama.
Voltei totalmente desconfiada, Bill permaneceu me beijando até pegar no sono.
Com um tanto de dificuldade, consegui me livrar de seu corpo cansado e fui procurar por Tom, que jogava atentamente algo com Georg na sala.
Cheguei à frente da TV logo a desligando vendo a cara de decepção dos dois.
-Preciso falar com você! – cruzei os braços.
-Claro cunhadinha! – diz olhando para Georg.
Ele recebeu bem o recado e saiu de nossa presença.
-Você falou algo com Bill? – perguntei baixinho.
-Sobre?
-Sobre quem sou na verdade! – sussurrei ainda mais baixo.
-Só se eu quisesse te ver morta! – diz sorrindo debochadamente.
-Pára de brincar com isso Tom, fala logo, você disse algo á ele? – perguntei entrando em desespero.
-Anne, larga de ser idiota, se eu tivesse dito seu pescoço já estaria pendurado no escritório dele... Zoeira! – diz ainda sorrindo debochadamente.
-Mas da nossa noite você falou não é cachorro? – perguntei dando-lhe uma tapa.
-Ah somos irmãos poxa, ele também me conta as noites dele com você!
-O que? Como podem ser tão tarados? – perguntei indignada.
-Mais tarada é você que dá pra dois! – revida dando de ombros.
-Como é que é? – perguntei com os olhos arregalados.
-É isso mesmo!
-Ok, se me acha tarada de “dar” para os dois, escolherei apenas um, ou seja, o MEU namorado! – o provoquei vendo sua reação surpresa.
-Nem pense nisso!
-Ah penso sim!
-Ah é? – levantou-se chegando perto da porta. –Bill preciso te contar algo! – grita me assustando.
-Ok, ok te dou quando quiser! – falei rapidamente o puxando de volta para dentro da sala.
-Bom mesmo! – diz se jogando ao sofá ligando novamente a TV. - Aproveita que está aqui e vai pegar algo para beber! – manda voltando a jogar.
-Como é que...
-Anne, pára de fazer perguntas idiotas e vai logo pegar algo para seu segundo macho beber! – ordena me mandando um beijinho em seguida.
-Tom... Diz pra mim vai? Você disse algo á ele? – perguntei mais uma vez o ignorando.
-Anne! – começa me chamando pra bem pertinho dele. –Quando o Bill quer saber de algo, ele sabe antes mesmo de alguém dizer a ele! Relaxa, ele ainda não sabe de nada! – sussurra calmamente ainda com aquele maldito sorriso de deboche. –Agora vai lá, pega algo pra eu beber! – ordena mais uma vez dando um discreto beijo em meu nariz.
Saí batendo os pés como àquelas crianças birrentas cheias de má criação a oferecer.
Antes de entrar ouvi as vozes de Leo e Mateus conversando sobre os gêmeos na cozinha.
-E o aniversário dos dois está se aproximando...
-É daqui um mês né? – interrompe Leo mastigando algo.
-Sim, daqui um mês, será que terá festa? Tipo, agora com a garota espevitada por perto, possa ser que tenha...
-Se a garota espevitada citada por você sou eu Mateus, pode ter certeza que terá sim festa para meu amado e seu irmão! – o interrompi dessa vez entrando na cozinha sorrindo.
-Mas os gêmeos odeiam festas! – avisa Leo fazendo uma careta.
-Quem disse isso? – perguntei o olhando profundamente.
-Os próprios, Soraya já tentou fazer uma festa para eles, Bill vetou na mesma hora que soube que era surpresa! – responde Mateus.
-Soraya é Soraya, ou seja, nada! Eu sou eu! E farei sim uma festa para meus queridos! – afirmei super alto confiante de mim mesma. –E vocês meus queridinhos, irão me ajudar com a lista de convidados! – completei apontando para os dois sorrindo.
-Esquece! – diz Mateus já começando a se levantar da mesa.
-Você prefere me ajudar, ou receber algum tipo de castigo do Bill devido a alguma mentira inventada por mim pra te derrubar? – perguntei cruzando os braços sorrindo perversamente.
-Você não faria isso...
-Ahh faria! – afirmei balançando a cabeça positivamente.
Leo o olhou convencido de que deveria me ajudar, ele contrariado acabou cedendo.
-Ok, ajudo nessa merda de lista, mas espero que meu nome não role solto quando eles souberem da tal festinha! – concorda por fim com minha idéia.
-Nem o meu hein? – pede Leo um tanto medroso.
-Ain parem de ser medrosos, eles não fariam nada demais devido a uma festa! Bom, então faça a listinha de convidados mais próximos deles e eu irei arrumar o resto! – finalizei indo pegar algo para o Tom na geladeira.
-Ok! – concorda os dois desanimados.
Voltei para a sala de jogos levando comigo duas latas de Red.
Fiquei por um tempo observando Tom jogar atentamente imaginando o que poderia fazer para a festa... Com toda certeza seria uma festa á fantasia...
1 comentários:
amor , essa fic é simplesmente perfeita , nunca pare de posta , poste ayte o fim por favor! se tiver twitter me passa por favor !
bjs by: @camiilaabc
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