Adormeci com Bill me fazendo carinho nos cabelos, meus “sonhos” não foram dos melhores, sonhei com o gordo nojento olhando maliciosamente para mim, acordei com muita dificuldade suando frio, e digo com dificuldade por que parecia que o maldito gordo me prendia naquele terrível pesadelo.
Olhei para o lado com o pouco de luz que vinha dos aparelhos e pude perceber que Bill já não estava lá e no meio daquela escuridão meu desespero aumentou, comecei a gritar como criança medrosa, aquilo tinha se tornado um inferno em minha vida.
A porta foi aberta bruscamente por Tom que assim que acendeu a luz veio em minha direção pegar em minha mão.
-O que houve Anne? – pergunta rapidamente sentando ao meu lado.
-Cadê o Bill?
-Foi tomar um banho e trocar de roupa, minha mãe e Gordon estão vindo para cá, já souberam do que houve!
-Não quero que sua mãe me veja nesse estado, ela vai me encher de perguntas Tom!
-Não vai, Bill já avisou para não fazer nenhum tipo de pergunta inconveniente! – me acalma sorrindo. –Agora me diz o que houve para gritar daquela forma?
-Pesadelos, apenas isso! – respondi olhando para o lado.
-Desculpa Anne, eu deveria imaginar que Soraya não iria cuidar de você! Fui um burro em deixá-la nas mãos dela! – diz sério.
-Não foi culpa de vocês, já disse isso para Bill e repito a você, eu quero esquecer-me dessas cenas lamentáveis da minha vida! – apertei firme sua mão.
-O que houve hein? Como se perdeu de nós? – pergunta me fazendo tremer.
Eu bem que queria entregar Soraya, mas seria fácil demais ter o castigo dos Kaulitz, eu mesma queria pegá-la, dar a ela do meu veneno, mostrar que não sou nenhuma covarde de vir por trás, darei a ela o que merece, frente a frente.
-Não vi nada, apenas lembro que senti um forte golpe na cabeça! – sua expressão mudou para uma pensativa.
-Ok, se não quiser falar agora tudo bem! Você tem alguém que queira avisar de seu... Acidente? – pergunta me fazendo lembrar Eva.
-Não!
-Tudo bem, tente voltar a dormir novamente, vai! – inicia fazendo igual a Bill acariciando meus cabelos, segurei mais forte em suas mãos.
-Não saia de perto de mim, por favor? E se for preciso, pede para Bill ficar aqui comigo? – pedi com voz de choro.
-Pode ter certeza que um de nós estará aqui! – finaliza beijando minha testa.
Finalmente consegui dormir sem que nenhum pesadelo atrapalhasse meu sono.
Acordei pela manhã com duas visões perfeitas, Bill e Tom dormindo nas poltronas ao meu lado.
Amanheci menos dolorida, porém meu pensamento não saía do local onde passei o pior momento de minha vida.
Uma enfermeira entrou no quarto com uma bandeja onde havia diversos utensílios para curativos, deu alguns toques em Bill e Tom para acordá-los e veio em minha direção.
-Vocês precisam se retirar. Irei ajudá-la a tomar banho e depois fazer seus curativos! – diz ajudando-me a levantar.
-Está melhor hoje Anne? – Tom se aproximou de mim.
-Sim. Consegui dormir sem ter pesadelos!
-Nossa mãe quer te ver, ela pode entrar depois? – pergunta Bill ajudando a enfermeira a me levantar.
-Sim claro, se não houver nenhuma pergunta sobre o que houve...
-Já disse a você que Bill a deixou avisada!
-Sim já disse, mas realmente é bom deixar bem avisado, não quero ter que comentar sobre essas coisas!
-Pode deixar! – diz Bill com a voz triste, não pude deixar de olhar para aquele par de olhos perfeitos.
Acompanhei o olhar de Bill até ele sair, estava hipnotizada, era a primeira vez que aquele olhar me tirava do sério, fui “acordada” pela enfermeira que estava tentando me levar até o banheiro.
Tomei meu banho e fiz os devidos curativos, me sentia tão envergonhada por tudo o que aconteceu, a enfermeira foi super gentil comigo, cuidou bem dos ferimentos e me levou até a cama novamente.
-Tem um casal querendo te ver, pode mandar entrar? – pergunta me acomodando na cama.
-Se for a mãe dos gêmeos, pode sim! – fiz uma careta de dor.
-Ok.
Ela saiu e não demorou para que Simone e Gordon adentrassem o quarto, senti meus pêlos se eriçarem ao ver Gordon, esse que me olhou com compaixão, odiei aquele olhar de dó, mas relevei e sorri meigamente para os dois.
-Querida sinto muito pelo o que aconteceu! – diz Simone sentando ao meu lado pegando em minhas mãos.
Não tinha o que falar, fiquei então calada apenas ouvindo o choro de Simone que se compadeceu com meu estado.
-Saiba que estaremos ao seu lado para o que precisar... – Gordon também pegou em minhas mãos. –Absolutamente tudo! – destaca bem a palavra “tudo” dessa vez eu olhando bem em seus olhos.
-Obrigada senhor Gordon, agradeço a ajuda, mas não será necessário! – estranhei seu comportamento.
-Bom querida, viemos apenas desejar melhoras e ver como está, Tom foi para casa descansar um pouco já que ficou aqui a noite toda, mas Bill está aqui! Quer que o chame...
-Sim, por favor! – a interrompi querendo Bill pertinho de mim.
-Melhoras! – deseja beijando minha testa.
Ajeitei-me na cama arrumando a roupa horrível de hospital e esperei aquele lindo ser entrar no quarto.
Estava com um pequeno pote de balas em mãos, sorri o chamando com o olhar para perto, mais perto.
Mas acho que ele não percebeu isso e sentou um tanto longe de mim.
-Senta aqui? – pedi batendo num pequeno espaço que havia na cama.
Ajeitamos-nos e fiquei praticamente deitada em seu colo, era tão bom sentir seu cheiro, seu toque.
-Queria poder voltar o tempo e ter impedido que tudo tivesse acontecido! – comenta enquanto mexia nas balinhas.
-Bill, já pedi para esquecer isso, já disse que quero esquecer junto de você, ok? – me virei para olhá-lo.
Nossos rostos estavam tão próximos que foi fácil selar um beijo em seus lábios carnudos, foi um selinho simples, porém apaixonante.
Sorri meigamente depois de desgrudar meus lábios dos dele, ele permaneceu sério.
-Queria poder desvendar esse mistério que há em seu olhar! – diz ainda sério olhando no fundo de meus olhos.
-Não há mistério algum! – respondi ainda sorrindo.
-Há sim, e vou descobrir nem que isso passe a ser a última coisa que farei em minha vida! – diz me arrancando um sorriso ainda maior.
-Sua teimosia me encanta! – voltei a beijá-lo.
Mas dessa vez o beijo foi de contato, não me importei nenhum pouco com a dor, eu queria mesmo era sentir o gosto suave daquela boca, me arrepiar com seu toque delicado temendo me machucar ainda mais, sentir seu sentimento transbordando em sua respiração, seu suor frio escorrendo por seu rosto, sim, Bill temia se apaixonar por mim, e eu por ele.
Ficamos nos beijando até perder o fôlego e óbvio a porta se abrir violentamente, eu não podia crer no que via.
O que ela estava fazendo aqui?
1 comentários:
Não consigo comentar na chat box ¬¬
To adorando meeuuuu...
Mo dó da Anne cara, que horror...ainda bem que ela tem consolo nos twins!
*Achei meigo imaginar os dois dormindo no sofa oinnn *-*
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