quarta-feira, 27 de abril de 2011

Capítulo 19 - Self Deception



"Eu não sei o que fazer
Não há culpa em meu coração
Eu não sei o que fazer
Não sou a razão..."

Lacuna Coil - Self Deception



Um mês se passou e junto dele muita coisa aconteceu.

Eva teve que fazer uma viagem super secreta, Bill e Tom tiveram mais dois roubos importantes, e claro minhas cicatrizes já haviam sumido, porém havia uma ainda maior... A que sempre esteve marcada, aquela que só sumirá quando Gordon estiver debaixo da terra.

Durante esse ultimo mês passei todo o tempo na casa de Simone. Gordon pegou “afeição” por mim e obviamente aproveitei cada instante de “amizade” com ele.



-O que acha de almoçarmos fora hoje? – sugere olhando para Simone e logo para mim.

-Acho ótimo, Nicole precisa respirar mais ar puro, já que Bill a deixa sozinha para ir trabalhar! – concorda Simone fazendo uma caretinha de birra ao se referir á Bill.



Deu-me vontade de rir quando Simone referiu o “trabalhar”, tadinha mal sabe ela que seu filho é um mandante do crime.

Fomos almoçar fora como o combinado, Gordon era só sorrisos, me dava nojo aquilo, mas claro mostrava ser uma pessoa que não era... Simpática.



-Então Nicole quando sai o casamento? – perguntou Simone me fazendo engasgar.

-Casa... Casamento? – gaguejei.

-Sim querida, pelas minhas contas vocês já namoram há uns dois anos! – caraca dois anos?

-Err... Bom...

-Simone não acha que é cedo demais para fazer tal pergunta? E outra, os dois podem ter esse tempo, mas você deve contar também os dias de Nicole fora do país trabalhando! – aquela conversa estava me deixando tonta.

-Aliás, querida como vai sua empresa? – empresa?

-Bem, muito... – salva pelo celular, era Bill. –É o Bill me dêem licença vou atendê-lo! – saí então da mesa para pedir “socorro”.



-Onde está?

-Almoçando fora com sua mãe e Gordon! – respondi revirando os olhos.

-Ah que ótimo, assim poderão se conhecer mais...

-Não Bill, preciso que me tire daqui, sua mãe está me enchendo de perguntas que não sei responder! – pedi sussurrando ao celular.

-Ok diz a ela que preciso de você, e que virá ao meu encontro, ela vai entender, pegue um taxi e pede para levá-la até a mansão de minha mãe, lá Peter estará te esperando! – desliga em seguida o telefone em minha cara.

-Mal educado! – resmunguei olhando que nem tonta para o celular, logo me virando sorrindo para o casal a mesa.

-O que ele queria?

-Ele quer me ver. Quer que eu vá agora ao seu encontro, se importariam? – fiz uma expressão amigável.

-Claro que não, vá sim, vocês precisam de um tempo a sós! – Simone piscou pra mim.

-Vou indo então! – finalizei me despedindo.



Durante todo o trajeto fiquei pensando no ultimo mês, esse que não fiz absolutamente nada a não ser repousar naquele quarto do Bill.

Hoje estou de volta, querendo encontrar Soraya a todo custo.

Cheguei á mansão de Simone, porém nem entrei, fui logo em direção de Gustav encostado no carro, ao vê-lo tive uma idéia que poderia ou não dar certo.




-Gustav preciso de um favor! – sua expressão mudou.

-Qual?

-Preciso que encontre Soraya para mim! – pedi esperançosa.

-Como Anne? Sem chance a garota sabe o que lhe espera se estiver por perto!

-Ouvi Tom dizer que numa das pulseiras que ela usa tem um GPS. Poxa Gustav você deve entender disso, me ajude, por favor? – pedi fazendo carinha de cão sem dono.

-Ok não precisa chorar! E quando encontrar o que faço? Trago até você?

-Não, de forma alguma, preciso saber onde está primeiro depois resolvo o que faço! – finalizei entrando no carro.


Fomos para a mansão sem dizer uma palavra, percebi um carro nos seguindo, mas logo virou uma esquina e sumiu de minha vista.

Chegamos à mansão dos Kaulitz, Tom estava numa sala de descanso e Bill no escritório, fui até Bill claro.


-Como você me deixa sozinha com sua mãe sem me passar os detalhes da vida de Nicole? – reclamei entrando em sua sala.

-Droga, esqueci-me desse detalhe, ela te fez muita pergunta?

-Perguntou quando sai o casamento, e como iam as coisas com minha... Empresa! – falei rindo da palavra final.

-É disse á ela que você é dona de uma empresa de cosméticos, e que vivia viajando indo atrás de novos produtos e talz! – diz torcendo o bico.

-Ta até aí tudo bem, mas por que mentiu? Por que disse que tinha uma namorada?

-Anne?

-Oi?

-Vem cá, mais pertinho! – pede piscando pra mim.


Cheguei mais perto dele sendo puxada para seu colo, Bill passou suas mãos por trás de meu pescoço fazendo adentrá-las em meus cabelos me puxando para o encaixe perfeito de nossas bocas.

Na verdade tudo nele era perfeito, seu olhar intrigante, sua boca macia e delicada, seu corpo tatuado que me deixava louca, seu toque em minha pele que sempre me deixava mole, era tudo perfeito e aquele momento não poderia ser mais...


-Bill a policia ta aqui! – Tom entrou gritando nos assustando.

-Como? – pergunta dando um pulo da cadeira assim que saí de seu colo.

-Não sei cara, eles estão lá fora, querem entrar! – diz ainda desesperado.

-Deixe-os entrar! – sugeri, mesmo sabendo da reação dos dois.

-Ta louca Anne? E se eles nos pegam? – pergunta Bill já impaciente.

-Não pegarão! – certifiquei saindo correndo da sala sendo seguidas por eles.


Fui para o quarto de Bill, peguei uma toalha de banho, fui até o banheiro molhei meus cabelos, tirei meu sutiã ficando apenas de calcinha e me enrolei com a toalha.

Olhei para os dois que observavam tudo atônitos e comecei a descer.


-Vocês dois tratem de se esconder, tentarei dispensá-los! – falei indo em direção a porta.


Abri fazendo carinha de santa e ao mesmo tempo surpresa com a presença dos policiais.


-Boa tarde, desculpem a demora estou sozinha em casa... Estava no banho! – sorri docemente para os dois únicos policiais na porta que babavam em minhas pernas quase a mostra.

-Precisamos vasculhar a casa senhorita, acreditamos que essa seja a mansão Kaulitz! – diz um deles ainda babando em mim.

-Mansão Kaulitz? Desconheço esse nome, essa mansão era de meu pai já falecido... – fiz uma cara de coitada. –A recebi de herança agora que completei 18! – finalizei sorrindo.

-18? Você não tem 18! – diz o outro abobado.

-Pois é, me tornei mulher cedo demais, por isso tenho esse corpo de mulher madura! – sussurrei provocativa lambendo os lábios em seguida.

-Uma linda mulher por sinal! – comenta o primeiro.

-Bom ainda querem vasculhar a casa, ou preferem vasculhar outra coisa? – perguntei ainda mais provocativa mordendo os lábios.


Os dois se olharam maliciosamente e voltaram seus olhares para mim.


-Eu fico com a segunda opção e você Charlie?

-Com toda certeza a segunda...


***


-Anne eu não acredito que fez isso! – grita Bill a me ver entrar em seu quarto onde ele e Tom, esconderam-se.

-Era isso ou eles descobririam tudo! O que preferiam? – perguntei revoltada.

-Você foi radical demais! – diz Tom também sem crer.

-Dá pra pararem? Poxa fiz isso para livrar a cara de vocês, se entrassem em um quarto iriam ver mesas atrás de mesas cheias de drogas sendo empacotadas, se entrassem em outro veriam um arsenal que poderia ser de um exercito! Poxa vocês deveriam era me agradecer não é? – me revoltei vestindo minhas roupas.

-Ok e estamos agradecidos, mas poxa liberar pra eles foi longe demais Anne! – Bill reclamou mais uma vez, fechando a cara.

-Bill pára, poxa eu estou tão agradecida por vocês estarem sendo tão bons comigo, apenas fiz algo para livrarem de uma encrenca, desculpa se não gostaram, mas foi a única coisa que pensei no momento! – falei tentando fazer aqueles dois mudarem aqueles olhares reprovadores.

-Tudo bem, te perdôo por essa idéia idiota! – finaliza Bill dando um beijo em minha testa.


Fui para o banheiro tomar um banho relaxante, só lá me toquei que dei meu corpo para livrar a cara de quem tanto queria me vingar, aquilo estava se tornando tão estranho, meu desejo de vingança estava meio que sumindo, a sedução daqueles dois fazia esquecer-me de qualquer coisa ruim que possa se passar em minha cabeça.

Enfiei meu rosto naquela água fria que caía do chuveiro logo me lembrando de Eva, era ela que alimentava meu ódio, sempre foi ela, e agora que estamos um mês longe sinto que esse ódio está se enfraquecendo... Não posso deixar de me vingar... Vingar a morte de meus queridos pais...


Após me trocar fui atrás de Gustav saber de alguma possível novidade, ao me aproximar o cara foi simples e objetivo.



-Já sei onde ela está! – esbocei um largo sorriso...

1 comentários:

Deborahcaf disse...

Anne ta ficando maluca O.o

rssss

posta maissssssssss

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